Partidos de esquerda na Espanha se aproximam de consenso para formar governo

Madri, 30 mar (EFE).- O líder do PSOE, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira que a Espanha está "mais perto" de chegar ao consenso necessário para formar um novo governo de progresso, e mais distante da necessidade de realizar novas eleições.

Sánchez falou à imprensa após se reunir com Pablo Iglesias, o líder do Podemos, partido de esquerda que se tornou a terceira força política da câmara, com 69 deputados. Eles se reuniram hoje para tentar desbloquear a estagnação política da Espanha, mais de três meses depois das eleições deixarem um parlamento fragmentado - sem maiorias claras e com a necessidade de pactos para garantir a governabilidade.

Os socialistas (90 cadeiras) já têm um acordo assinado com os liberais do Ciudadanos (40), e caso o Podemos aceite formar parte dessa coalizão, reuniriam a maioria parlamentar necessária para formar um novo Executivo.

Este acordo tiraria o PP do governo, que mesmo tendo eleito 123 deputados nas eleições de 20 de dezembro, não conseguiu a maioria suficiente para se manter no Executivo, que atualmente é governado por seu líder, Mariano Rajoy.

"Há uma predisposição favorável ao diálogo, que será fundamentado na sinceridade, na cordialidade e no respeito dos dois partidos", afirmou o socialista após a reunião com Iglesias, com quem rompeu as negociações pouco antes de sua primeira tentativa de posse no parlamento, em 2 de março.

A via defendida o PSOE é a 199, o número de cadeiras que somariam socialistas, Podemos e Ciudadanos, já que para ter maioria absoluta no Congresso espanhol são necessárias 176 assentos.

Sánchez lembrou hoje que o fundamental é que a negociação parta do acordo assinado com os liberais, que inclui 200 medidas, de modo que analisem quais são comuns aos três partidos em matéria de regeneração democrática, recuperação de direitos sociais e melhoria da economia e do emprego.

Já Iglesias admitiu que sua figura causa "rejeição" entre os socialistas, e por isso abe mão de sua pretensão inicial de ser vice-presidente em um Executivo liderado por Sánchez se isso permitir um governo de coalizão "progressista".

"Agora cabe ao PSOE ceder", disse Iglesias.

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