Biden pede que cidades dos EUA "salvem vidas" com maior controle de armas

Washington, 24 mai (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, pediu nesta terça-feira a todos os estados e cidades para que "salvem vidas" por meio de novas leis para o controle das armas de fogo, ao ressaltar que a violência que assola o país é "a exceção" entre as nações desenvolvidas.

A Casa Branca realizou uma cúpula com governadores, advogados, legisladores estaduais, funcionários de cidades e condados e líderes tribais de todo o país para abordar que medidas executivas e legislativas podem ser tomadas para reduzir as mortes por armas de fogo.

De acordo com a Casa Branca, a cada ano nos EUA as armas de fogo causam mais de 30.000 mortes em acidentes, tiroteios, casos de violência doméstica e suicídios.

"Vocês podem fazer uma grande diferença", disse Biden aos presentes, ao lamentar, por exemplo, a pouca informação que alguns estados enviam ao sistema federal de antecedentes penais.

Biden sustentou, além disso, que tanto ele como o presidente Barack Obama vão continuar falando do problema das armas até que deixem a Casa Branca no próximo mês de janeiro, apesar de saberem que o Congresso não está disposto por enquanto a atuar a respeito.

Perante a inação do Congresso, Obama apresentou neste ano várias medidas executivas na busca de um maior controle das armas.

Em janeiro deste ano, visivelmente emocionado e entre lágrimas quando lembrou as 20 crianças assassinadas no massacre na escola Sandy Hook de Newtown (Connecticut) em 2012, Obama anunciou um plano executivo cuja peça principal é uma nova regulação para ampliar a verificação de antecedentes daqueles que compram uma arma.

Além disso, instruiu os departamentos de Defesa, Justiça e Segurança Nacional a elaborar uma estratégia para acelerar o desenvolvimento de tecnologia associada às chamadas "armas inteligentes" ou personalizadas, que são mais seguras porque somente podem ser disparadas pelo proprietário ou uma pessoa autorizada.

Essa estratégia, apresentada no final de abril, contempla o início de um processo para definir, pela primeira vez, os requisitos que os fabricantes devem cumprir para desenvolver "armas inteligentes" que depois possam ser compradas pelas agências e forças de segurança federais, estaduais e locais.

O compromisso é que esse processo seja completado em outubro, segundo a Casa Branca.

Também em abril, Obama pediu que os registros federais de saúde mental sobre as pessoas que estão proibidas de comprar uma arma sejam compartilhados com o sistema de verificação de antecedentes penais.

Em 2013, após o massacre em Sandy Hook e outros tiroteios, Obama tentou pressionar o Congresso a levar adiante leis para o controle da venda de armas de fogo, mas os legisladores nem sequer aprovaram a proposta que gerava mais consenso e que buscava implantar um sistema universal de verificação de antecedentes dos compradores.

Durante a atual campanha eleitoral, a favorita para conseguir a candidatura presidencial democrata, Hillary Clinton, se mostrou favorável a endurecer o controle das armas e prometeu tomar medidas nesse sentido se chegar à Casa Branca.

Por outro lado, o virtual candidato republicano, Donald Trump, recebeu na semana passada o respaldo oficial da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) e, em discurso perante a convenção anual do grupo, alertou que a Segunda Emenda da Constituição, que prevê o direito a portar armas, "estará em perigo" se Hillary vencer as eleições de novembro.

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