G7 afirma que saída do Reino Unido da UE é "um risco grave"

Ise-Shima (Japão), 27 mai (EFE).- Os líderes do G7 afirmaram nesta sexta-feira que uma eventual saída do Reino Unido da União Europeia (UE) representaria "um risco grave" para o crescimento econômico global, em sua declaração conjunta adotada na cúpula realizada no Japão.

A saída do Reino Unido da UE "reverteria a tendência rumo a um maior comércio global", e representaria "graves riscos para a criação de emprego e para o crescimento", ressalta a declaração, em alusão à consulta sobre a permanência no bloco comunitário que este país realizará no próximo dia 23 de junho.

Este comentário foi incluído na epígrafe dedicado ao estado da economia global, dentro da declaração adotada ao término da cúpula que aconteceu no parque natural de Ise-Shima, no centro do Japão.

O texto foi assinado pelos líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos França, Itália, Japão, Reino Unido e da União Europeia, e nele também se alerta sobre outros fatores "não econômicos" que ameaçam piorar a conjuntura global.

"Reforçamos a resistência de nossas economias para evitar cair em outras crises, e com este fim, nos comprometemos a aumentar os esforços para enfrentar a atual situação econômica tomando todas as políticas adequadas no momento preciso", acrescenta a declaração.

As possíveis consequências econômicas negativas do "brexit" são um dos argumentos frequentes dos defensores da permanência na UE do Reino Unido, entre eles o primeiro-ministro britânico, David Cameron, um dos signatários da declaração do G7.

"Todos os líderes compartilhamos a visão que a saída do Reino Unido da UE é um risco a evitar, embora a decisão final corresponda aos eleitores britânicos", afirmou Cameron em entrevista coletiva realizada ao término da cúpula.

"É evidente que nossa saída teria um impacto negativo. Somos uma grande nação comercial, e 40% de nossos produtos é exportado ao mercado único", ressaltou o líder conservador, que salientou que "a melhor opção para o Reino Unido é ficar na UE e reformá-la por dentro".

Por sua parte, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o "brexit" "não foi objeto de discussão" na cúpula, mas acrescentou que "todos os participantes quiseram dar um sinal a favor da permanência do Reino Unido na UE", em declarações aos veículos de comunicação ao término das reuniões.

Faltando três semanas para o referendo de 23 de junho, as pesquisas sobre intenções de voto mostram campanha a favor da permanência na UE com um respaldo de entre 52% e 53%, contra 42% e 47% do "brexit".

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