Defensores de Evo Morales protestam contra lei antidroga dos EUA

La Paz, 30 mai (EFE).- Centenas de defensores do presidente da Bolívia, Evo Morales, entre eles produtores de folhas de coca, protestaram nesta segunda-feira no leste do país contra a lei contra o tráfico de droga transnacional dos Estados Unidos.

Um dos dirigentes do partido governista Movimento ao Socialismo (MAS) em Santa Cruz, Rolando Cuéllar, disse à Agência Efe que a manifestação rejeita a norma porque atenta contra a soberania nacional, já que ser pode usada para perseguir cocaleiros se os EUA considerarem que as folhas de coca serão usadas para fabricar droga destinada a seu mercado.

As folhas de coca na Bolívia têm usos legais, medicinais, rituais, culturais e são mastigadas por diversos setores sociais, mas boa parte da produção dessa planta é também desviada pelos narcotraficantes para a elaboração de cocaína.

Cuéllar declarou que a ideia inicial era protestar em frente ao consulado americano em Santa Cruz, mas a rota do protesto foi alterada pelo temor que grupos, supostamente vinculados a opositores, participassem de um atentado com coquetéis molotov contra essa instalação, a fim de culpar o governo.

O dirigente também mostrou perante os veículos de comunicação uma cópia de uma carta da embaixada dos Estados Unidos ao governador de Santa Cruz, o opositor Rubén Costas, na qual lhe pede proteção para a legação perante os anúncios da ocupação do consulado.

Há poucos dias, o Departamento de Estado dos EUA também lembrou às autoridades bolivianas em comunicado de seu dever de proteger a missão diplomática e consular e seu pessoal, segundo publicaram hoje veículos de comunicação bolivianos.

Os escritórios da embaixada e os consulados dos EUA suspenderam suas atividades hoje em virtude do feriado do Memorial Day.

Os defensores de Morales também se manifestaram a favor de que o presidente possa voltar a concorrer na eleição de 2019 em busca de um quarto mandato, até 2025, apesar de a maioria dos bolivianos ter vetado essa possibilidade em um referendo constitucional em fevereiro deste ano.

No entanto, a partir desse resultado, o governo abriu o debate sobre uma possível repetição da consulta para buscar a reeleição do presidente, que governa a Bolívia desde 2006.

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