Ilhas Malvinas pretendem conservar seus "benefícios" comerciais com a UE

Londres, 24 jun (EFE).- O governo das Ilhas Malvinas afirmou nesta sexta-feira que buscará "conservar os benefícios" oferecidos pela União Europeia (UE), "especialmente em relação com o acesso comercial" ao mercado comum, no processo de ruptura com o bloco comunitário que o Reino Unido iniciará após o referendo realizado nesta quinta-feira.

"Vamos assegurar que os interesses dos territórios (ultramarinos) sejam bem conhecidos pela eventual equipe de negociadores" que participará das conversas em Bruxelas, afirmou o Executivo das Malvinas em comunicado.

Além disso, a autoridade das ilhas de soberania britânica no Atlântico Sul expressou seu agradecimento ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pelo "apoio incondicional" às Ilhas Malvinas e a seu "direito à autodeterminação" durante seu mandato.

"Temos certeza que essa vontade permanecerá sem mudanças sob a nova liderança", afirmou o governo das Malvinas após o anúncio de que o premiê britânico renunciará nos próximos meses por causa do resultado da consulta sobre a UE, na qual os partidários do "brexit" venceram com 51,9% dos votos.

"Este governo quer parabenizar todos aqueles que estiveram envolvidos na campanha, em ambos os lados do debate. Como ocorreu com o referendo sobre nosso futuro político, em 2013, a impressionante participação (de 72,1%) e o amplo compromisso com o referendo é um bom reflexo de nossas respectivas democracias", afirmou o governo malvinense.

Em um relatório da Câmara dos Comuns sobre as possíveis consequências do "brexit" publicado semanas antes do referendo, o governo as Malvinas mostrava sua preocupação pelas consequências potencialmente "catastróficas" para sua economia da ruptura com Bruxelas, já que cerca de 70% do PIB das ilhas depende do acesso ao mercado comum.

As exportações de peixe, carne e outros produtos agrícolas das ilhas do Atlântico Sul para a UE estão avaliadas em cerca de 180 milhões de libras (cerca de US$ 266 milhões).

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