Direita populista da Áustria também exige referendo sobre a UE

Viena, 26 jun (EFE).- Após a votação favorável à saída do Reino Unido da União Europeia (UE) no referendo da última quinta-feira, o populista direitista e opositor Partido Liberal da Áustria (FPÖ, sigla em alemão) também está exigindo uma consulta popular sobre a permanência da república alpina no bloco comunitário, informou neste domingo a imprensa local.

Se a UE "se encaminha no próximo ano para mais centralismo, então a Áustria deveria se perguntar se deseja seguir sendo um Estado-membro", afirmou Norbert Hofer, o ex-candidato presidencial do FPÖ, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Österreich".

Hofer perdeu em maio deste ano o segundo turno das eleições presidenciais por poucos décimos frente ao candidato ambientalista Alexander Van der Bellen e seu partido, o FPÖ, pediu a impugnação do resultado.

Os analistas na Áustria não descartam que o Tribunal Constitucional do país ordene nos próximos dias uma repetição das eleições devido a uma série de irregularidades denunciadas pelo FPÖ na apuração dos votos.

"Se a UE se desenvolve de forma equivocada, ao invés de se concentrar nos valores de sua fundação, e se centraliza mais e se, ainda por cima, admitir a Turquia como país-membro, então terá chegado o momento de dizer: é preciso perguntar também aos austríacos", opinou Hofer.

O líder do FPÖ, Heinz Christian Strache, disse no sábado em outra entrevista que se a UE "não está disposta a corrigir seus erros, então, certamente, será possível um 'exit' ou 'Auxit' (saída da república alpina da UE) através de uma consulta popular na Áustria".

"O projeto de paz original para a Europa era correto, uma união que fomenta a cooperação econômica para assegurar a paz. Mas este objetivo está em perigo com um projeto político centralizador", afirmou o líder do partido de direita austríaco em declarações ao jornal "Die Presse", da capital Viena.

A Áustria deverá realizar eleições parlamentares em 2018 e todas as pesquisas apontam uma liderança do FPÖ, com mais de 30%, muito à frente dos partidos que ocupam o governo agora, o Partido Social-Democrata (SPÖ, sigla em alemão) e o Partido Popular (ÖVP, sigla em alemão).

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