Ministra principal da Irlanda do Norte diz que "brexit" oferece oportunidades

Dublin, 27 jun (EFE).- A ministra principal da Irlanda do Norte, Arlene Foster, disse que o "brexit" oferece novas oportunidades para a província britânica e reiterou que a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) não põe em risco o processo de paz.

As declarações foram dadas nesta segunda-feira em uma sessão no parlamento de Belfast, dedicada exclusivamente a analisar o resultado do referendo da última quinta-feira, coincidindo com o início de uma visita de dois dias à região da rainha Elizabeth II.

A opção de permanecer na UE venceu com 55,78% dos votos na Irlanda do Norte, enquanto 44,22% apoiaram a saída do bloco. Esse resultado contrasta com o conjunto do Reino Unido, onde o "brexit" venceu com 52% dos votos contra os 48% favoráveis à permanência.

"Acredito firmemente que essa votação nos dá a oportunidade para atuar com ambição, inovação, flexibilidade e imaginação", disse Foster, líder do Partido Democrático Unionista (DUP), única entre as cinco grandes legendas norte-irlandesas que apoiaram o "brexit".

A ministra principal, defensora da união da Irlanda do Norte com a coroa britânica, também reiterou que seu governo, de poder compartilhado entre protestantes e católicos, defenderá o "bem-estar de todos" nas negociações entre o Reino Unido e a UE para determinar a relação entre ambas as partes após a saída do bloco.

Nesse sentido, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, indicou hoje que as administrações das províncias autônomas - Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales - participarão "plenamente" no diálogo com a UE sobre o "brexit".

Por sua vez, o nacionalista Sinn Féin, parceiro do DUP no governo de Belfast, reiterou hoje o pedido sobre um referendo sobre a união das duas Irlandas. O presidente do partido, Gerry Adams, disse no parlamento que a Irlanda do Norte não está "obrigada" a se desligar da UE, apesar do resultado do referendo de quinta-feira.

"Os norte-irlandeses votaram para seguir na UE. Essa decisão deve ser respeitada", disse o líder do Sinn Féin, antigo braço do político do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA).

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