OLP denuncia que "comunidade internacional viola as próprias obrigações"

Jerusalém, 9 jul (EFE).- A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) denunciou neste sábado que a comunidade internacional "viola as próprias obrigações de garantir o direito dos palestinos à autodeterminação", mais de 10 anos após a Corte Internacional de Justiça opinar que é uma responsabilidade comum assegurar este direito.

Assim se manifestou a OLP em comunicado que coincide com o 12º aniversário de publicação das conclusões do tribunal sobre as consequências legais da construção da barreira de separação israelense com a Cisjordânia iniciada em 2002 e que ainda continua.

De acordo com dados palestinos, 88% do muro que Israel começou a erguer com o argumento de segurança e cujo perímetro final deve ter centenas de quilômetros será construído em seus territórios ocupados, o que representa perda de terra, dificuldade de acesso a trabalhos, serviços sociais e saúde, e a lugares sagrados, além do "total isolamento de Jerusalém Oriental".

Na avaliação da Corte Internacional de Justiça, feita a pedido da Assembleia Geral da ONU, foi dito que a barreira "é uma tentativa de anexar território em violação da lei internacional, que proíbe sua aquisição pelo uso da força", expõem os palestinos em sua nota.

"A tomada de terras por parte de Israel para construir o muro são uma anexação de fato da lei que obstrui a soberania territorial palestina e o direito à autodeterminação", dizem as recomendações, que exigem que Israel interrompa as obras do muro, desmantele o que foi construído e repare aos já afetados.

"De acordo com a lei internacional, todos os Estados têm a obrigação de não reconhecer a situação ilegal resultante da construção do muro", aspecto que se estende "à obrigação de assegurar o fim das violações do direito à autodeterminação dos palestinos", disse a Corte.

No entanto, neste sábado a OLP afirma que "infelizmente, em vez de fazer algo, muitos países e inclusive representantes regionais ainda têm que implementar políticas que complementem suas opiniões contra a ocupação israelense e a colonização na Palestina".

O porta-voz da OLP, Xavier Abu Eid, disse à Agência Efe que durante esses anos "houve uma tentativa de normalizar o que é um crime, como é o caso da colonização israelense em território ocupado.

"Aqui não há nada a ser negociado, isto é uma ilegalidade que viola o direito à autodeterminação do povo palestino. Sempre há uma resolução da ONU violada de maneira impune e vemos que o direito internacional não funciona. É uma mensagem perigosa", comentou.

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