Após onda de massacres e atentados, JMJ começa amanhã pedindo mais união

Nacho Temiño.

Varsóvia, 25 jul (EFE).- A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) da Cracóvia (Polônia) será inaugurada nesta terça-feira com uma missa às 12h30 (horário de Brasília) presidida pelo cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, secretário pessoal de João Paulo II durante vários anos, e que acredita que a Europa e o mundo precisam mais do que nunca de união e irmandade depois das últimos massacres.

Com o lema "Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia", o país aguarda a chegada do papa Francisco na quarta-feira com fortes medidas de segurança, depois dos massacres de Paris, Bruxelas, Nice e Munique.

"Perante estes trágicos eventos sofridos e as divisões na sociedade, é importante que a reunião de jovens na Cracóvia sirva para construir uma unidade e um sentido de irmandade", afirmou o cardeal.

Cerca de 600 mil pessoas de 100 países responderam a esse chamado e já confirmaram presença na 31ª edição, embora a organização estime que a participação nos principais atos possa superar os 1,5 milhão de pessoas, especialmente durante a noite de vigília com o papa Francisco, no sábado, e na missa campal no domingo, 31. Entre os fiéis inscritos estão, aproximadamente, 13 mil brasileiros, além dos 150 voluntários e 30 bispos.

Para o maior evento da juventude católica, as autoridades polonesas planejaram um amplo plano de segurança e 20 mil policiais se desdobrarão na Cracóvia até 1º de agosto. A segurança também foi reforçada nas áreas onde o pontífice visitará durante, incluindo o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau.

Ao mesmo tempo, vários bombeiros fazem revezamento no Aeroporto Internacional Cracóvia/Balice, onde o avião papal aterrissará no dia 27 e partirá no dia 31, assim como nas estações de trem e principais terminais de ônibus da região.

Além dos milhares de jovens, é aguardada a participação de representantes de governos de todo o mundo, entre eles o presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, que chega à Polônia liderando uma delegação de mais de 500 pessoas. Espera-se que o Panamá, onde os católicos representam dois terços da população, seja a próxima sede da JMJ, prevista para 2019.

A Jornada vai contar com a cobertura de 5.700 jornalistas credenciados, que poderão trabalhar do centro de imprensa situado na Universidade de Ciência e Tecnologia da Cracóvia. Esta extraordinária atenção da mídia e a presença de fiéis de todo o mundo quer ser aproveitada pela Polônia para se mostrar como um país "moderno e aberto", conforme disse hoje a primeira-ministra polonesa, Beata Szydlo.

Além disso, da mesma forma que na edição do Rio de Janeiro, em 2013, o evento tem um aplicativo com mapas e informações para auxiliar os participantes, como frases básicas de conversação, dicas de monumentos e espaços gastronômicos. Lançado na última sexta-feira, o "Pielgrzym" (Peregrino) está disponível em nove idiomas, incluindo o português, nos sistemas operacionais iOS, Android e Windows Phone. De acordo com a "Rádio Vaticano", uma hora depois do lançamento o app, que também traz orações, hinos e homilias, já tinha 5 mil downloads.

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