Al Qaeda dá sinal verde a sua filial na Síria para romper vínculos

Cairo, 28 jul (EFE).- O líder da rede terrorista Al Qaeda, Ayman al Zawahiri, comunicou nesta quinta-feira à Frente al Nusra que pode romper seus vínculos com a organização matriz se isso for benéfico para a unidade dos combatentes e a luta na Síria.

Em um áudio divulgado por uma produtora jihadista, Zawahiri afirmou: "A união em suas fileiras prevalece sobre pertencer a organizações", em alusão à cooperação no campo de batalha entre a Frente al Nusra e facções rebeldes islâmicas sírias.

"Estes laços (com a Al Qaeda) devem ser sacrificados sem titubear se se contrapõem com a aliança contra o inimigo laico e sectário (o regime de Assad)", insistiu o dirigente jihadista.

"A irmandade do Islã que há entre nós é mais forte que qualquer vínculo organizacional e a aliança entre as facções opositoras na Síria é mais importante", disse em seu breve discurso.

A Frente al Nusra é considerada um grupo terrorista pelo Ocidente e por vários países árabes, que, no entanto, apoiam facções rebeldes que lutam no terreno junto com o braço da Al Qaeda.

Esta situação representa um problema durante os recentes cessar-fogo, dos quais ficaram excluídos tanto o Estado Islâmico (EI) como a Frente al Nusra, que são, além disso, rivais na guerra síria.

A Frente al Nusra controla a maior parte da província de Idlib, incluindo sua capital homônima, e entre seus grupos aliados figuram o Movimento Islâmico dos Livres de Sham (Levante), os Soldados de al-Aqsa e a Legião do Levante.

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