Começa cessar-fogo do governo colombiano e as Farc

Bogotá, 29 ago (EFE).- O esperado cessar-fogo e de hostilidades bilateral e definitivo entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc começou a 0h (horário local, 2h em Brasília) desta segunda-feira, dia 29 de agosto.

"Neste 29 de agosto começa uma nova história para a Colômbia. Silenciamos os fuzis. Acabou a guerra com as Farc!", escreveu à meia-noite em ponto o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em sua conta no Twitter.

O fim das hostilidades é um marco na história da Colômbia que durante 52 anos viveu o conflito armado com esse grupo guerrilheiro, o maior do país, uma disputa que se calcula deixou cerca de oito milhões de vítimas e cerca de 220 mil mortos.

Produto do acordo de paz assinado em Havana na quarta-feira passada, Santos anunciou no dia seguinte que tinha ordenado iniciar o cessar-fogo a zero hora de hoje.

"Quero informar aos colombianos que como chefe de Estado e como comandante-em-chefe de nossas Forças Armadas, ordenei a cessação de fogo definitivo com as Farc a partir de zero hora da próxima segunda-feira, dia 29 de agosto", declarou na época o presidente.

Neste domingo, o máximo chefe das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como "Timochenko", confirmou o início do cessar-fogo em declaração feita na capital cubana.

"Em minha condição de comandante do Estado-Maior Central das Farc-EP ordeno a todos nossos comandantes, a todas nossas unidades, a todos e cada um de nossos e nossas combatentes a cessar o fogo e as hostilidades de maneira definitiva contra o Estado colombiano a partir das 24h da noite de hoje", leu o máximo chefe da guerrilha.

No primeiro minuto de hoje, as mensagens relativas ao início do cessar-fogo inundaram as redes sociais para anunciar o que se denominou popularmente de um "novo amanhecer" para o país.

"A partir desta hora os colombianos começam a viver um momento histórico e desejado por anos #AdiosALaGuerra", publicou a Chancelaria na rede social.

O ministro da Defesa, Luis Carlos Villegas, e o alto comando militar e policial devem dar uma entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira para fazer um balanço das primeiras horas do cessar-fogo.

Desde o dia 20 de julho do ano passado regia no país o último cessar-fogo unilateral das Farc como medida para gerar confiança no processo de paz, que foi respondido pelo governo com a suspensão de bombardeios a acampamentos dessa guerrilha, o que reduziu de maneira considerável a intensidade do conflito.

"Este período de 13 meses continua sendo o de menor intensidade do conflito em seus 52 anos de história, em número de vítimas, combatentes mortos e feridos e ações violentas", afirmou em seu mais recente relatório o Centro de Recursos para a Análise de Conflitos. EFE

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