Debate entre Trump e Hillary é encarado como uma festa política nos EUA

Cristina García Casado.

Washington, 26 set (EFE).- Os Estados Unidos acompanharam nesta segunda-feira o esperado primeiro debate entre os candidatos presidenciais Donald Trump e Hillary Clinton em bares, casas e ruas como fosse uma festa política.

A expectativa gerada pelo confronto entre o candidato republicano e a democrata foi especialmente sentida na capital do país, Washington DC, onde a política é a fonte de emprego de uma grande parte da população.

Três horas antes do debate já se viam filas para entrar nos bares políticos da capital e na região do Capitólio havia tanta animação que parecia mais um sábado do que uma segunda-feira.

Um dos bares favoritos dos jovens que trabalham no Congresso chamou a atenção com dois imitadores de Donald Trump e Hillary Clinton, com quem todo mundo queria tirar uma fotografia.

"Ei, você é da imprensa? Ah! Trate-me de maneira justa e te tratarei de maneira justa", afirmou o imitador de Trump à Agência Efe, brincando com as recorrentes críticas do magnata aos veículos de imprensa por considerar que favorecem sua rival.

No lado oposto da cidade, dezenas de jovens progressistas se aglomeravam em um dos bares mais de esquerda da capital, que serviu durante o debate uma bebida especial de cada candidato. A de Trump se chamou "água da torneira de DC", um água que não destaca precisamente pelo seu bom sabor.

"Ela tem que demonstrar que é inteligente, divertida, dura, mas não muito", comentou Adam, à Efe, vestido com uma camiseta a favor de Hillary.

Mas este debate, como toda a campanha, chegou também até milhões de pessoas que até agora não tinham um especial interesse pela política. É o caso dos pais de Maggie, uma jovem democrata da Pensilvânia que mostrou à Efe uma fotografia que acabavam de lhe enviar, fervorosos republicanos desde a chegada de Trump.

Como Maggie, várias dezenas de jovens progressistas ocuparam cada centímetro quadrado do cinema mais independente da cidade, que abriu suas portas em uma segunda-feira de maneira extraordinária para projetar em sua sala o debate presidencial.

No final do debate, os jovens estavam na portas do cinema comentando como se tratasse de um filme. "O que você achou?", se perguntavam uns aos outros.

A resposta era sempre a mesma. Eles, como muita gente nos Estados Unidos que apoia um dos candidatos com absoluta convicção, conheciam já o final do filme: para eles, Hillary ganharia de qualquer maneira.

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