Procuradores panamenhos e brasileiros se reunirão para abordar Lava Jato

Cidade do Panamá, 28 set (EFE).- Uma missão de procuradores do Panamá se reunirá nesta quinta-feira em Curitiba com representantes do Ministério Público Federal para tratar as assistências judiciais solicitadas mutuamente em relação com a Operação Lava Jato.

O subsecretário-geral do Ministério Público do Panamá, David Díaz; a procuradora Anticorrupção, Ruth Morcillo, e a procuradora de Assuntos Internacionais, Digna Atencio, integram a delegação que trabalhará amanhã com os brasileiros.

O organismo panamenho reiterou nesta quarta-feira em comunicado que esta é uma "medida excepcional, porque a regra consuetudinária é que os procuradores interessados de cada país (...) viajem para nosso país para buscar a informação e/ou os elementos de convicção necessários para suas investigações".

"Decidimos tomar esta iniciativa para avançar nos temas de interesse para ambos Ministérios Públicos e como uma demonstração de boa vontade, transparência, eficácia e efetividade na troca da informação", destacou o MP do Panamá, como fez na segunda-feira passada quando informou originalmente da viagem.

Nesse dia, a procuradoria indicou que os panamenhos aproveitarão a oportunidade para tratar com seus colegas brasileiros um pedido de assistência a esse país.

No último dia 22 de setembro, o MP do Panamá pediu ao Brasil para detalhar seu requerimento de assistência relacionada com a Lava Jato.

Nesse momento, o secretário-geral do MP, Rolando Rodríguez, disse que os requerimentos do pedido tinham que ser pormenorizados "toda vez que pudessem em um dado momento afetar o direito de um terceiro que não está envolvido".

Rodríguez acrescentou que, de maneira "reiterada e formal", se instou diretamente aos procuradores do Brasil que fizeram a solicitação para que fossem ao Panamá oferecer essa informação, sem que isto acontecesse.

Os brasileiros supostamente pediram assistência judicial às autoridades panamenhas para obter informação sobre a movimentação de contas bancárias abertas neste país e que podem ter sido utilizadas pela construtora Odebrecht para pagar subornos a autoridades de vários países onde executam obras, entre eles o Panamá.

O MP panamenho também trabalha em uma assistência judicial solicitada pela Suíça por possíveis atos de suborno que vinculam o ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014) e seus filhos à investigação sobre a Odebrecht no país europeu, de acordo com uma reportagem da emissora local "TVN".

Martinelli, que atualmente vive em Miami, é alvo de seis investigações na Corte Suprema de Justiça do Panamá, que emitiu um requerimento internacional para que preste depoimento em um caso sobre escutas ilegais durante seu mandato.

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