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Bangladesh rejeita oito embarcações com rohingyas que fugiam de Mianmar

24/11/2016 14h24

Daca, 24 nov (EFE).- As autoridades de Bangladesh rejeitaram nesta quinta-feira oito embarcações com membros da minoria muçulmana rohingya que fugiam de Mianmar (antiga Birmânia) pelas operações do Exército no noroeste do país, depois que milhares deles terem cruzado a fronteira nas últimas semanas.

"Hoje enviamos outra vez pelo menos oito barcos com gente rohingyas a bordo e também detivemos a oito bengaleses que estavam os ajudando a atravessar a fronteira", disse à agência Efe o comandante da polícia fronteiriça de Bangladesh na área limítrofe de Teknaf, Abuzar Zahid.

Zahid detalhou que suas forças permanecem em alerta, já que mais grupos tentam de entrar em Bangladesh por conta da situação no estado birmanês de Rakhine, onde tropas locais lançaram uma operação após supostos insurgentes rohingyas atacarem três postos da polícia fronteiriça no último dia 9 de outubro .

Um líder da comunidade rohingya estabelecido em um campo de refugiados de Teknaf garantiu à Agência Efe que cerca de 200 pessoas entraram em Bangladesh ontem à noite e se instalaram em casas de imigrantes ilegais na região.

"As pessoas continuavam chegando e buscavam nossa ajuda (...), mas não podemos dar cobertura porque as autoridades nos advertiram de sérias ações", acrescentou o líder, que pediu para não se identificar.

O Ministerio das Relações Exteriores bengalês confirmou ontem a entrada de milhares de rohingyas e afirmou que muitos outros estavam se agrupando na fronteira.

Perante esta situação, dezenas de membros da Associação Cultural Islâmica se manifestaram hoje em Daca contra o "genocídio" em Rakhine e pediram aos dirigentes mundiais que intervenham no assunto.

"Os rohingyas são seres humanos e não devem ser perseguidos. O mundo não pode observar em silêncio o ato de genocídio contra eles", denunciou em declarações à Efe um participante no protesto, Shahinur Rahman.

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