Milhares pessoas pedem por casamento igualitário no parlamento de Taiwan

Taipé, 28 nov (EFE).- Milhares de partidários do casamento entre pessoas do mesmo sexo se manifestaram nesta segunda-feira na porta do parlamento de Taiwan, onde é debatida a possível legalização, que, caso seja aprovada, seria a primeira de um país da Ásia.

"Não podemos aceitar uma lei paralela para o casamento homossexual, porque isso é uma discriminação inaceitável", disse Hsu Hsiu-wen, chefe da Aliança pelos Direitos de Uniões Civis, em uma entrevista ao canal "CTV".

Alguns ativistas carregavam cartazes pedindo direitos iguais no protesto, que tenta fazer frente ao realizado há uma semana contra o casamento gay e no qual os participantes pediam a convocação de um referendo.

Enquanto isso, dentro do parlamento acontecia a segunda sessão pública sobre as emendas à lei, onde partidários de diferentes posições apresentaram suas opiniões. Um deles foi o advogado Joseph Lin, que defendeu uma lei para homossexuais "sem modificar a definição tradicional de casamento como a união entre um homem e uma mulher", proposta considerada discriminatória pelos defensores do casamento igualitário.

"Aprovar uma lei separada não é necessariamente discriminatório e a realidade é que tanto as emendas ao Código Civil quanto uma lei de casais são dignas de debate", disse ele.

Lin também se mostrou contrário a que o "casamento homossexual" seja abordado em livros, como propõe a emenda ao Código Civil a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"Os homossexuais merecem respeito total, mas não devemos encorajar nossas crianças a se transformarem em um", afirmou.

Representantes de associações homossexuais em Taiwan responderam a Lin que sua luta não é apenas uma questão de legalidade, mas também para afirmar sua cultura e identidade, e que consideram discriminatório não estar incluídos na lei de casamento como os demais.

Dois projetos de emenda do Código Civil para legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo passaram a primeira leitura parlamentar em 8 de novembro. No dia 17, foram enviados projetos de lei a uma sessão legislativa para a revisão. Nesse mesmo dia, manifestantes contra e a favor do casamento gay se reuniram na porta do parlamento e um pequeno grupo de opositores invadiu o edifício. EFE

flp/cdr

(foto) (vídeo)

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