EUA preparam novas sanções contra Rússia por suposta interferência eleitoral

Washington, 28 dez (EFE).- Os Estados Unidos preparam novas sanções econômicas e diplomáticas contra a Rússia pela suposta ingerência do Kremlin durante as recentes eleições presidenciais americanas vencidas pelo republicano Donald Trump, segundo informações divulgadas por nesta quarta-feira por diversos veículos de imprensa locais.

De acordo com o jornal "The Washington Post", a administração de Barack Obama estuda os detalhes dessas sanções, que pretende impor antes que o atual presidente deixe a Casa Branca no dia 20 de janeiro e que poderia anunciar ainda nesta semana.

O governo também pretende proteger essas sanções para que Trump não possa revertê-las facilmente, caso seja esse seu desejo quando assumir a presidência.

Além das sanções econômicas e diplomáticas, a resposta dos EUA à Rússia incluirá, possivelmente, operações informáticas secretas, de acordo com "The Washington Post" e também com a emissora "CNN", como insinuou o próprio Obama em recente entrevista.

Os funcionários da Casa Branca tratam agora de acomodar estas sanções à ordem executiva assinada por Barack Obama, em 2015, para punir agentes estrangeiros que cometem ataques cibernéticos que coloquem em risco a segurança nacional ou a estabilidade financeira do país.

Essa medida contemplava sanções por ataques contra a infraestruturas americanas, como a rede de energia ou de transporte, mas não contra seu sistema eleitoral.

A ordem permite às autoridades apreender os bens nos Estados Unidos dos envolvidos nos ataques, bloqueando suas operações comerciais e proibindo a entrada deles no país.

As diversas agências de inteligência dos EUA concordam que a Rússia interferiu nas últimas eleições com ataques cibernéticos contra o Partido Democrata e a campanha de Hillary Clinton para ajudar na eleição de Donald Trump.

O presidente eleito colocou em dúvida essas conclusões e o Kremlin negou qualquer interferência.

Uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia citada pela "CNN", Maria Zakharova, alertou que "se Washington adotar novas medidas hostis, terão resposta" e que as ações contra diplomatas russos nos Estados Unidos "repercutirão imediatamente" em diplomatas americanos na Rússia.

"Francamente, estamos cansados das mentiras sobre os 'hackers' russos. São desinformações da administração de Obama, buscando desculpas para seu próprio fracasso", afirmou.

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