Lula, Dilma e Sarney lamentam morte do ex-presidente português Mário Soares

São Paulo, 7 jan (EFE).- Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e José Sarney lamentaram neste sábado a morte do ex-mandatário português Mário Soares hoje aos 92 anos, e o destacaram como um líder comprometido com os valores democráticos.

Em postagem no seu perfil no Facebook, Lula ressaltou que Soares esteve "comprometido durante toda sua vida com os ideais do socialismo democrático" e "lutou contra o fascismo e contra a ditadura em sua terra natal".

O ex-presidente também lembrou seu último encontro com o líder socialista português, que aconteceu em 2014 por ocasião do 40º aniversário da Revolução dos Cravos.

Por sua parte, Dilma reconheceu Soares como um líder "respeitado pelos adversários" e um "militante da liberdade".

"Sua vida dedicada à política e à democracia de Portugal é um exemplo para o mundo de que é possível construir uma sociedade democrática e igualitária para todos", declarou a ex-presidente em nota na mesma rede social.

Lula ressaltou ainda que seu amigo "sempre defendeu e trabalhou pela cooperação e o intercâmbio entre Brasil e Portugal, aproximando nossas nações", e lhe qualificou como "um dos grandes homens públicos do século XX".

Esse mesmo ponto, de recordá-lo como um parceiro próximo do Brasil, foi apontado pelo também ex-presidente José Sarney, que governou o país entre 1985 e 1990, e coincidiu no poder com Soares, que presidiu Portugal entre 1986 e 1996.

"Não só Portugal perdeu, mas também o Brasil, que tinha em Soares um grande amigo e parceiro, que unia a história de Portugal com a do Brasil", afirmou em sua página oficial.

Soares, que também foi primeiro-ministro de Portugal, morreu hoje aos 92 anos no Hospital Cruz Vermelha de Lisboa, onde permanecia internado desde 13 de dezembro.

Sarney destacou também que o ex-presidente português "foi o responsável pela salvação" do país europeu "na grande crise ideológica que viveu depois da Revolução dos Cravos".

O histórico líder socialista era considerado uma das figuras políticas do país europeu mais importantes dos últimos anos por sua decisiva participação na transição democrática, quando a Revolução dos Cravos pôs fim à ditadura portuguesa (1926-1974).

"Considero que foi um grande estadista europeu e um dos maiores do mundo. Ele conseguiu incluir seu país nas grandes decisões mundiais", acrescentou Sarney.

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