Canadá oferece residência temporária a viajantes afetados por veto dos EUA

  • Chris Wattie/Reuters

O governo canadense anunciou que oferecerá residência temporária aos indivíduos que ficaram 'presos' no Canadá após a decisão dos Estados Unidos de proibir a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

O ministro de Imigração, Refugiados e Cidadania canadense, Ahmed Hussen, anunciou a medida durante uma entrevista coletiva de emergência realizada neste domingo.

Hussen também confirmou que a Casa Branca esclareceu ao Canadá que os cidadãos canadenses com dupla cidadania e os residentes permanentes no Canadá procedentes dos países afetados não serão incluídos na proibição.

"A Casa Branca nos garantiu que os canadenses com dupla cidadania não estão afetados pela ordem executiva. Também nos garantiram que os residentes permanentes no Canadá com passaportes dos sete países podem entrar (nos Estados Unidos)", explicou Hussen.

Os funcionários canadenses revelaram que as autoridades americanas não consideraram que a ordem executivo emitida na sexta-feira pelo presidente Donald Trump afetaria indivíduos com dupla cidadania. O governo canadense também afirmou que os Estados Unidos não avisou o Canadá previamente.

Daniel Jean, assessor de segurança nacional do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, declarou durante a entrevista coletiva que no sábado esteve em contato com o general Michael Flynn, o assessor de segurança nacional de Trump, para esclarecer o alcance da ordem.

Jean afirmou que na "primeira conversa" ficou evidente que a Casa Branca não tinha a intenção de proibir a entrada no país aos canadenses com dupla cidadania dos países afetados. Segundo Jean, as autoridades americanas não aparentaram perceber "as consequências" da ordem presidencial.

O assessor de segurança de Trudeau também afirmou que um número reduzido de estrangeiros estão 'presos' em aeroportos canadenses como consequência da proibição. Esses indivíduos serão os que poderão ser acolhidos com a residência temporária anunciada por Hussen.

Hussen, que nasceu na Somália, um dos países afetados pelo veto americano, se negou a opinar sobre a medida adotada pelo presidente Trump e reiterou que o Canadá continuará a ser um país aberto a refugiados e imigrantes.

Também neste domingo, o consulado dos Estados Unidos em Toronto informou que "suspenderá provisoriamente os serviços ao público" na segunda-feira em resposta a uma "grande manifestação" que está prevista nos arredores da delegação diplomática em protesto contra a proibição.
 

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