Pequim adverte EUA pelo envio de porta-aviões ao mar da China Meridional

Pequim, 21 fev (EFE).- O governo chinês advertiu nesta terça-feira aos Estados Unidos pelo envio de seu porta-aviões USS Carl Vinson a águas do mar da China Meridional, o primeiro desde que Donald Trump chegou à Casa Branca, e pediu que o governo americano "faça mais" para manter a estabilidade na região.

"A China respeita e mantém a liberdade de navegação e voo sobre o mar da China Meridional, mas se opõe às tentativas de qualquer país de ameaçar e minar a soberania e segurança da China em nome dessa liberdade", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, em entrevista coletiva.

O porta-aviões americano, acompanhado por seu grupo de escolta, navega desde o último fim de semana nessas águas, sobre as quais a China reivindica a soberania quase em sua totalidade e mantém disputas com vários países vizinhos com reivindicações semelhantes.

Geng afirmou que, graças "aos esforços conjuntos" de todas as partes, se conseguiu uma "situação mais estável" no mar da China Meridional nos últimos meses, e por isso pediu aos EUA que não alterem essa conjuntura.

A China também enviou vários navios militares, entre eles os contratorpedeiros Changsha e Haikou, para realizar manobras no mar da China Meridional no último dia 10 de fevereiro.

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