Acadêmicos israelenses pedem que Netanyahu pare demolições em povoados árabes

Jerusalém, 26 mar (EFE).- Um grupo de 350 professores universitários, arquitetos, engenheiros e urbanistas israelenses pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que detenha as demolições de casas construídas sem permissão nos povoados árabes por considerar que se trata de uma "discriminação".

Em carta divulgada neste domingo pela a agência notícias "Ynet" eles argumentam que a construção ilegal acontece em resposta à falta de atenção e "discriminação" que a minoria árabe de Israel, composta por 1,5 milhão de pessoas, sofre. Eles sustentam que, ao contrário da maioria judaica, a população árabe não conta com programas de desenvolvimento urbanístico e que existe "uma contínua discriminação em tudo o que é relacionado ao planejamento".

Entre outros, assinam a carta o decano da Faculdade de Arquitetura da Escola de Artes Betzalel, e professores das universidades de Haifa e Ben-Gurion.

O problema das demolições ganhou força há alguns meses depois que a Corte Suprema de Israel ordenou o esvaziamento da colônia judaica de Amoná, no território ocupado da Cisjordânia, por ter sido construída de forma ilegal em terrenos privados de palestinos. No que foi interpretado como uma vingança, as autoridades políticas do governo direitista de Netanyahu empregaram esse mesmo recurso para lançar uma campanha de demolições de casas ilegais em povoados árabes.

"O crescimento da população (árabe), junto à falta de planos urbanísticos nos povoados árabes, fez esta população construir sem permissão", diz a carta ao primeiro-ministro, que lembra que as demolições são "imorais" e "contrárias aos direitos civis básicos".

Em 4 de fevereiro, 5 mil israelenses protestaram em Tel Aviv contra estas demolições, depois que as autoridades destruíram dezenas de imóveis em Qalansua, na região nordeste da cidade, e em Umm al-Hiran, no deserto do Neguev.

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