Deputados paraguaios enterram projeto de reeleição presidencial que motivou protestos

Em Assunção

A Câmara de Deputados do Paraguai rejeitou e arquivou nesta quarta-feira o polêmico projeto de reeleição presidencial, que provocou violentos confrontos no final de março e também a maior crise do governo do presidente Horacio Cartes.

O projeto foi rejeitado por unanimidade em uma votação que foi acompanhada por centenas de pessoas através de um telão instalado na Plaza de Armas, em frente ao Congresso.

Na semana passada, Cartes havia anunciado que não concorreria "em nenhum caso" a uma reeleição em 2018, retirando força do projeto de emenda constitucional, apoiado pelo Partido Colorado, que está no poder, e pela Frente Guasú, do ex-presidente Fernando Lugo.

A votação foi precedida de discursos de alguns deputados do Partido Colorado, maioria na Câmara, que anunciaram sua rejeição ao projeto por "razões políticas" e para consolidar a paz após os graves acontecimentos do mês passado.

Os porta-vozes colorados defenderam, no entanto, a ferramenta da emenda como legítima para acomodar a reeleição presidencial na Constituição, que atualmente proíbe segundos mandatos presidenciais.

O projeto foi aprovado em 31 de março por um grupo de 25 senadores em uma acalorada votação que provocou uma onda de violência, com o incêndio parcial do edifício do Congresso e a morte de um jovem opositor, após uma operação policial na sede do Partido Liberal, o maior da oposição.
 

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