Cristina Fernández confirma candidatura ao Senado em eleições legislativas

Buenos Aires, 24 jun (EFE).- A ex-presidentE da Argentina Cristina Fernández de Kirchner (2007-2015) confirmou neste sábado sua precandidatura a senadora nacional pela província de Buenos Aires para as eleições legislativas de outubro pela frente Unidad Ciudadana, anunciou o Instituto Pátria.

O ex-ministro de Relações Exteriores e ex-presidente do Parlamento do Mercado Comum do Sul Jorge Taiana será o segundo na lista dessa mesma frente à Câmara de Senadores pelo distrito bonaerense, o mais importante do país, já que é o que concentra mais eleitores.

A candidatura da ex-chefe de Governo foi divulgada poucas horas de se encerrar o prazo legal para apresentar as listas de nomes para as Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (PASO) do próximo dia 13 de agosto, das quais sairão as candidaturas definitivas para as eleições de 22 de outubro.

Cristina, que antes de ser presidenta já ocupou cadeira no Senado e na Câmara de Deputados, liderará a lista da frente que na terça-feira passada se lançou oficialmente, que competirá desligada do peronista Partido Justicialista (PJ), histórica força com a qual tanto ela como o seu falecido marido, Néstor Kirchner (2003-2007) chegaram em coalizão ao poder.

A ex-governante quis evitar assim participar de uma votação interna do justicialismo bonaerense, depois que seu ex-ministro de Interior e Transporte Florencio Randazzo anunciou a sua intenção de liderar uma lista ao Senado pelo PJ.

Com esta situação, fica confirmado que o peronismo se apresenta dividido em três frentes na corrida para o Senado: o da ex-presidente; o do justicialismo com uma lista encabeçada por Randazzo e o da coalizão 1País, que, ainda que ainda não esteja oficializado, seria liderada pelo agora deputado do peronista Frente Renovadora Sergio Massa e pela legisladora de centro esquerdo Margarita Stolbizer.

As eleições de outubro renovarão 127 das 257 cadeiras da Câmara de Deputados, e um terço dos assentos (24) dos Senadores.

As eleições acontecem após dois anos nos quais nenhuma força teve a maioria, pelo que servirão para medir o apoio à conservadora frente Cambiemos, depois de quase dois anos no poder.

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