China permite que médicos estrangeiros tratem do Nobel da Paz, Liu Xiaobo

Pequim, 5 jul (EFE).- As autoridades da China permitirão que médicos dos Estados Unidos, Alemanha e outros países ajudem a equipe que trata o dissidente e Nobel da Paz, Liu Xiaobo, internado em um hospital do norte do país com um câncer terminal.

O Escritório de Justiça da cidade de Shenyang, onde Liu se encontra, informou nesta quarta-feira, em um comunicado na sua página da internet, que o hospital "convidará os médicos internacionais mais renomados dos Estados Unidos, Alemanha e outros países", a pedido da família e após um acordo da equipe médica local.

O escritor e intelectual Liu, de 61 anos, é um dos dissidentes mais destacados da China e foi recentemente libertado da prisão, após nove anos, por conta de um câncer de fígado terminal.

Por enquanto, ainda é desconhecido que oncologistas estrangeiros viajarão para a China para tratar Liu Xiaobo ou quando chegarão, segundo disse à Agência Efe e para outros meios, Hu Jia, conhecido defensor chinês dos direitos humanos e amigo da família.

"Não sabemos quando as autoridades vão realizar este plano. Se eles puderem realizar os trâmites do visto em dois ou três dias será um grande progresso", opinou.

O ativista considerou que a decisão das autoridades permitirá conhecer em que estado "real" se encontra Liu Xiaobo e se ainda pode viajar para o exterior.

"Agora teremos um julgamento (médico) independente e confiável", disse Hu Jia, depois que as autoridades chinesas se recusaram que o dissidente deixasse o país para receber tratamento médico no exterior.

Liu Xiaobo, condenado em 2009 a 11 anos de prisão por subversão, foi transferido da prisão para um hospital de Shenyang no final de maio ou início de junho (a data exata não foi confirmada) e desde então foi atendido por oncologistas chineses, sob a estrita supervisão das autoridades.

Desde que foi divulgado seu grave estado de saúde, a comunidade internacional e grupos de defesa dos direitos humanos pediram ao regime comunista para liberar ao dissidente incondicionalmente e permitir que ele saia do país, como é o desejo da sua família.

"Acreditamos que, com seu estado atual, Liu pode viajar sem problemas, mas agora a opinião dos especialistas (internacionais) terá mais autoridade", disse Hu Jia.

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