Rajoy e líder socialista consideram "inaceitável" referendo na Catalunha

Madri, 6 jul (EFE).- O presidente de governo da Espanha, Mariano Rajoy, e o líder Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, coincidiram nesta quinta-feira em declarar como "inaceitável" a realização de um referendo separatista na região da Catalunha.

Esta informação foi transmitida pelo porta-voz de governo, Íñigo Méndez de Vigo, ao término de uma reunião entre Sánchez e Rajoy, a primeira desde que o primeiro foi escolhido novamente como líder do PSOE no dia 18 de junho.

As duas partes qualificaram o encontro de "cordial" após as desavenças do passado e revisaram a situação política nacional e internacional, com a questão da Catalunha como um dos pontos principais.

Rajoy e Sánchez, segundo o porta-voz, "coincidiram em absoluto" com "o essencial", que o referendo separatista proposto pelo governo catalão para o dia 1º de outubro "é ilegal" e "atenta contra a soberania nacional".

Segundo Méndez de Vigo, os dois políticos afirmaram que, com a situação criada na Catalunha pelas iniciativas separatistas, a "prioridade é declarar inaceitável o referendo de secessão e a violação sistemática e constante da Constituição e das leis".

Além disso, os dois concordaram em manter "contato permanente" para acompanhar a situação catalã.

O porta-voz reiterou que um referendo de autodeterminação "não tem nenhuma base legal, nem internacional", não é reconhecido em nenhuma constituição do mundo, salvo a da Etiópia, e é "um mero simulacro, sem qualquer base jurídica".

Sánchez reiterou mais uma vez a Rajoy que ele "sempre terá o apoio do PSOE na defesa da legalidade e da Constituição", segundo explicou a porta-voz do partido no Congresso, Margarita Robles, e pediu ao presidente "moderação" no tratamento do que está ocorrendo na Catalunha.

A tensão entre o governo espanhol e o catalão vem aumentando conforme se aproxima o dia 1º de outubro, data em que o Executivo da Catalunha anunciou um referendo sobre a independência dessa região, que a Justiça espanhola considera inconstitucional e o governo central em Madri insiste em impedir.

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