Kremlin chama de politizada proibição de uso de software da Kaspersky nos EUA

Moscou, 12 jul (EFE).- O Kremlin tachou nesta quarta-feira de "politizada" a decisão de Washington de proibir as agências públicas americanas de usar programas desenvolvidos pela multinacional russa de cibersegurança Kaspersky Lab.

"Certamente que achamos que trata-se de uma decisão politizada. É uma empresa comercial que oferece serviços muito competitivos no mundo todo", disse à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

A Rússia, acrescentou, "fará todo o possível para defender os interesses de suas companhias no exterior", ainda que tenha sublinhado que a multinacional tem "todo o arsenal de meios jurídicos" para fazer isso por sua conta.

Os programas da Kaspersky Lab foram eliminados das listas de empresas autorizadas para oferecer serviços no âmbito de tecnologias de informação às agências estatais americanas.

A decisão correspondeu à Administração de Serviços Gerais (GSA, nas siglas em inglês), uma instituição federal americana que se encarrega de controlar e apoiar os funcionamentos básicos do resto das agências federais.

Precisamente, uma das funções da GSA é fornecer produtos informáticos ao resto das agências federais dos EUA.

Anteriormente, senadores americanos queriam proibir o uso do software da Kaspersky no Exército pelas supostas relações da empresa com o Kremlin.

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