Facebook, Apple, Google e Microsoft lamentam e criticam o fim do Daca

Los Angeles (EUA), 5 set (EFE).- Facebook, Apple, Google e Microsoft lamentaram e criticaram nesta terça-feira a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de encerrar o programa de Ação Diferida para os Chegados na Infância (Daca), que tinha protegido da deportação 800 mil jovens imigrantes sem documentos.

O procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions, anunciou hoje o fim do programa, sancionado em 2012 pelo ex-presidente Barack Obama. A suspensão do Daca passa a valer daqui seis meses, período que o Congresso terá para regularizar a situação desses jovens, conhecidos como "dreamers" (sonhadores).

Várias vozes do mundo empresarial e do setor de tecnologia já tinham pedido na semana passada, por meio de uma carta conjunta, que esses jovens não fossem deportados. Depois da decisão de Trump, eles foram às redes sociais para criticar a medida.

"É um dia triste para o nosso país. A decisão de encerrar o Daca não é só equivocada. É particularmente cruel oferecer o 'sonho americano' aos jovens, animá-los a deixar as sombras e confiar no nosso governo e, depois, puni-los por isso", escreveu hoje o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, em sua própria rede social.

Para Zuckerberg, esses jovens imigrantes são "amigos" e "vizinhos" que contribuíram para melhorar a economia e as comunidades americanas.

"Pude conhecer alguns 'sonhadores' nos últimos anos e sempre me impressioneu com sua força e determinação. Eles não merecem viver com medo", completou o fundador do Facebook.

Já o diretor-executivo da Apple, Tim Cook, afirmou em uma carta enviada aos trabalhadores da empresa estar profundamente consternado que 800 mil americanos, incluindo 250 funcionários da própria Apple, possam estar prestes a ser expulsos do país que eles chamam de lar.

"Os 'sonhadores' contribuem para nossas companhias e comunidades tanto quanto eu e você. A Apple lutará para que eles sejam tratados como iguais", completou Cook em mensagem divulgada no Twitter.

Cook afirmou que a Apple trabalhará com os congressitas para conseguir uma "proteção permanente" para os afetados pelo fim do Daca. Além disso, disse que oferecerá assessoria aos "dreamers" que trabalham na empresa.

"Apesar desse revés para nossa nação, tenho certeza que os valores americanos prevalecerão e que continuaremos com a nossa tradição de dar boas-vindas aos imigrantes de todas as nações", disse.

O executivo-chefe do Google, Sundar Pichai, também usou o Twitter para defender que o Congresso tome alguma atitude para proteger os jovens afetados pelo fim do Daca.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, disse em seu blog corporativo que a empresa está "profundamente decepcionada" pelo fim do programa migratório e afirmou que uma legislação que proteja os sonhadores é agora um "imperativo econômico e uma necessidade humanitária".

Nesse sentido, Smith defendeu que o Congresso lide com a proteção dessas 800 mil pessoas antes de debater a reforma fiscal, que deve ser um dos principais assuntos do legislativo até o fim do ano.

"Contamos com o Congresso para agir moralmente e no melhor interesse da economia americana mediante uma legislação de proteção para o Daca sem demora", disse, por sua vez, o executivo-chefe do eBay, Devin Wenig.

Outras companhias de tecnologia, como a IBM, e empresas do mercado financeiro, como a Wells Fargo e a JP Morgan, também criticaram a medida tomada pelo governo Trump.

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