Rohani diz que vai reforçar programas armamentísticos do Irã

Teerã, 22 set (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, disse nesta sexta-feira que seu país vai aumentar sua capacidade militar e reforçar os seus programas armamentísticos, incluindo o de mísseis, em um claro desafio aos Estados Unidos.

"Não precisamos da permissão de ninguém para defender a nossa pátria", disse Rohani, durante um desfile militar em Teerã por causa do aniversário da guerra entre Iraque e Irã, que durou entre 1980 a 1988.

O presidente destacou que eles promoverão seu "poder militar como elemento dissuasor" e reforçar tanto o programa de mísseis balísticos como as Forças Armadas terrestres, aéreas e marítimas.

No entanto, ele observou em seu discurso que as capacidades militares do Irã têm um caráter dissuasório e não representam uma ameaça para outros países.

"O Irã sempre utilizou seu poder militar para defender a soberania da pátria e os países da região diante das agressões das potências mundiais e do terrorismo", afirmou.

Desta forma, disse, que "goste ou não, o Irã defenderá os povos oprimidos do Iêmen, Síria e Palestina", em referência às críticas americanas sobre o envolvimento iraniano nos conflitos do Oriente Médio.

Washington impôs nos últimos meses várias rodadas de sanções a entidades e indivíduos iranianos associados ao programa de mísseis e com o apoio a grupos xiitas como o libanês Hezbollah.

"No mundo de hoje, quando uma nação livre produz suas armas necessárias para autodefesa, é submetida às acusações das potências arrogantes do mundo e seus meios de comunicação, enquanto que eles enviam trilhões de armas modernas aos estados regionais todos os dias", denunciou Rohaní.

Além destas acusações contra os EUA, o presidente se perguntou: "Você criou grupos terroristas e ofereceu-lhes dinheiro e treinamento no Afeganistão, Iraque, Síria e Líbano para sacrificar pessoas inocentes?".

O choque entre Teerã e Washington ficou patente nesta semana, na Assembleia Geral da ONU, onde o presidente americano, Donald Trump, fez duras críticas contra os programas militares da República Islâmica e o acordo nuclear assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências.

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