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Internacional

Governo da Venezuela rejeita sanções "hostis" do Canadá

23/09/2017 00h52

Caracas, 22 set (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela rejeitou, nesta sexta-feira, as sanções econômicas impostas pelo Canadá a 40 figuras chaves do seu governo, incluindo o presidente Nicolás Maduro, descrevendo-as como "hostis" e considerou como uma violação aos propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas.

"A Venezuela denúncia para comunidade internacional estas medidas hostis, que violam, entre outros, o princípio de não intervenção nos assuntos internos dos Estados", disse o ministério venezuelano, em um comunicado.

Para o governo da Venezuela, estas "sanções ilegais" também violam os princípios da "Carta da OEA (Organização dos Estados Americanos), do direito internacional e das normas que regem as relações de amizade e cooperação entre os Estados".

O Canadá anunciou nesta sexta a imposição de sanções contra Maduro e figuras importantes do seu governo "para enviar uma clara mensagem" que "seu comportamento antidemocrático tem consequências".

O Ministério das Relações Exteriores canadense explicou que as sanções afetam "figuras importantes" do regime de Maduro que são responsáveis "pela deterioração da democracia na Venezuela".

A Venezuela considerou que estas ações pretendem "prejudicar a paz e a estabilidade social atingida após a formação da Assembleia Nacional Constituinte", uma junta constituída apenas por funcionários responsáveis pela elaboração de uma nova Constituição no país caribenho.

"São medidas punitivas destinadas a minar os esforços para iniciar, com o apoio e acompanhamento de membros da comunidade internacional, o diálogo entre governo e a oposição venezuelana", diz o texto.

A Venezuela também sustentou que o Canadá pretende "ignorar as instituições do Estado venezuelano e continuar apoiando a violência dos grupos extremistas" que, assegura, "protegeu e promoveu em fóruns internacionais".

O Governo de Maduro afirma que esta decisão "prejudica profundamente os laços de amizade e respeito" que "orientaram as relações" entre os dois países "e, em consequência, considerará todas as medidas necessárias para defender o interesse e a soberania nacional".

A lista de pessoas afetadas pelas sanções inclui 40 nomes liderados por Maduro, Tibisay Lucena, presidente do Poder Eleitoral; Elías Jaua, ministro da Educação; Tareck El Aissami, vice-presidente executivo, e Tarek Saab, procurador-geral.

Também incluem o constituinte Diosdado Cabello, um personagem da política venezuelana que os Estados Unidos dizem repetidamente que tem relação com o narcotráfico.

As sanções impõem o congelamento de bens e a proibição de que pessoas no Canadá e canadenses de fora do país mantenham relações econômicas com os afetados.

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