Trump retira convite a estrela da NBA para visitar a Casa Branca

Washington, 23 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chocou neste sábado o mundo do esporte ao desconvidar o armador Stephen Curry, astro do Golden State Warriors, atual campeão da NBA, para visitar a Casa Branca.

"Ir à Casa Branca é considerado uma grande honra para uma equipe campeã. Stephen Curry está hesitando. Portanto, o convite foi retirado", afirmou Trump em uma mensagem divulgada no Twitter.

Curry disse durante a semana que não queria que sua equipe visitasse a residência presidencial para celebrar o título da NBA da última temporada, após vitória sobre o Cleveland Cavaliers.

"Eu não quero ir", afirmou ontem o jogador.

Por enquanto, não está claro se Trump retirou o convite da equipe inteira ou apenas de Curry. Os diretores do Golden State Warriors disseram que debateriam para decidir se iriam ou não à Casa Branca.

Apesar de a Casa Branca não ter convidado oficialmente a equipe, a NBA estava em contato com assessores de Trump para organizar uma possível visita, de acordo com a emissora "ESPN".

Jogador Mais Valioso da NBA duas vezes, Curry explicou que procura enviar uma mensagem com o boicote ao convite de Trump.

"Nós basicamente não apoiamos o que nosso presidente disse e as coisas que ele não disse no momento correto", disse o armador.

"Com sorte, não irmos inspirará alguma mudança pelo que toleramos neste país e pelo que apoiamos", completou Curry.

O astro do Golden State Warriors recebeu mensagens de apoio de outras estrelas da NBA, como LeBron James, maior nome da liga americana de basquete.

No Twitter, o ala-armador, vice-presidente da Associação de Jogadores da NBA, chamou Trump de folgado e disse que ir à Casa Branca era uma honra até a chegada do atual presidente ao poder.

Trump já tinha atacado ontem jogadores de outra liga esportiva americana. Em um encontro no estado do Alabama, o presidente criticou os atletas da NFL, o campeonato de futebol americano, que fizeram protestos durante a execução do hino nacional.

O empresário republicano pediu que os donos da equipe demitam os jogadores críticos e afirmou que, se os torcedores deixassem o estádio quando ocorrerem protestos desse tipo, eles parariam.

Trump foi ainda mais longe nas palavras usadas, ao afirmar que os donos das equipes da NFL deveriam "tirar esses filho da p... do campo", se referindo aos jogadores rebeldes.

No ano passado, o afro-americano Colin Kaepernick, então jogador do San Francisco 49ers e atualmente sem equipe, chamou a atenção ao permanecer ajoelhado durante a execução do hino nacional americano.

"Não vou me levantar para mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime as pessoas negras e de cor", explicou o jogador.

As críticas de Trump provocaram hoje a reação do comissário da NFl, Roger Goodell, que afirmou em um comunicado que as declarações do presidente são uma "desafortunada falta de respeito".

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