Governo celebra sucesso da admissão da Palestina na Interpol

Jerusalém, 27 set (EFE).- O governo palestino comentou o sucesso "de ter atingido a aprovação do investimento da Palestina na Organização Internacional da Polícia Criminal (Interpol) com um apoio "enrolador" em uma votação na 86ª Assembleia Geral que é realizada nesta semana em Pequim.

"Este é um momento de comemoração para todos os que acreditam no direito do povo palestino a um Estado soberano e independente", disse à Agência Efe o porta-voz da OLP, Xavier Abu Eid.

"Os que se opõem são simplesmente os que estão dispostos a normalizar o controle israelense sobre as nossas vidas e o nosso destino", acrescentou.

O ministro de Assuntos Exteriores palestinos, Riad Malki, apontou em um comunicado que "o voto em apoio da Palestina é um voto de confiança nas capacidades de executo da lei da Palestina e no compromisso aos valores centrais da organização".

O investimento na organização "é uma vitória da execução da lei e da cooperação global", que foram possíveis "graças ao esforço dos países-membros para defender o avanço dos valores do organismo e a sua razão de ser", e à rejeição de "tentativas de uma manipulação cínica e abuso político", acrescentou Malki em referência clara às tentativas de Israel.

"Os fatos e os méritos superaram todas as demais considerações", considerou o texto, que agradeceu à Interpol por sua decisão.

Malki apontou que a Palestina "está preparada" para fazer frente às suas obrigações como "um membro ativo da comunidade internacional que contribue de forma efetiva ao avanço dos valores compartilhados como nações".

Israel sempre se opôs a permitir o acesso da Palestina à organização, argumentado que não é um Estado reconhecido e que este passo faz parte de uma estratégia para evitar um processo de negociações diretas.

O acesso à Interpol faz parte dos esforços palestinos para ganhar reconhecimento internacional, que tiveram seu ápice em 2012, quando foi admitido como Estado observador na ONU.

Desde então, se incorporou a vários organismos como membro de pleno direito, entre eles a Unesco e a Tribunal Penal Internacional. EFE

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