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Internacional

EUA sancionam líder checheno por violação de direitos humanos na Rússia

20/12/2017 16h36

Washington, 20 dez (EFE).- O governo dos Estados Unidos impôs nesta quarta-feira sanções ao líder checheno Ramzan Kadyrov, um aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin, e outras quatro pessoas por violação de direitos humanos na Rússia.

Com a medida, aumentou para 49 o número total de pessoas punidas com a chamada Lei Magnitsky, aprovada pelo Congresso americano em 2012 e que sanciona autoridades russas acusadas de violar direitos humanos com congelamento de bens nos EUA, além de impedi-las de entrar no país.

"Continuaremos usando a Lei Magnitsky para agir de maneira agressiva contra flagrantes violadores de direitos humanos na Rússia, incluindo indivíduos responsáveis por assassinatos extrajudiciais, tortura e outros atos desprezíveis", disse em comunicado John Smith, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro americano.

O advogado russo Serguei Magnitsky, que dá nome à lei fortemente criticada por Putin, foi preso e morreu em uma penitenciária de Moscou em 2009 após anunciar ter descoberto uma grande rede de fraude fiscal cometida pelo governo de seu país.

Além de Kadyrov, o Departamento de Tesouro incluiu na lista de sanções Alexei Sheshenya, Yulia Mayorova e Andrei Pavlov, acusados de participar da fraude fiscal, e Ayub Kataev, um funcionário das forças de segurança da Chechênia.

Em comunicado, o Departamento de Tesouro também acusa Kataev de ser responsável por "abusos" contra homens homossexuais no país na primeira metade de 2017.

Dessa forma, as pessoas incluídas na lista não poderão tirar vistos para viajar aos EUA e também terão bloqueados quaisquer ativos que tenham sob a jurisdição americana.

Quando a "lista Magnitsky" foi aprovada, representou mais um fratura nas tensas relações entre os dois países.

Como resposta, o Kremlin aprovou uma lei que proibia a adoção de crianças russas por cidadãos americanos e impunha uma série de restrições para as organizações não governamentais que pretendessem trabalhar na Rússia e tivessem sede no Ocidente.

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