Rússia classifica como "ilegais" sanções dos EUA contra presidente checheno

Moscou, 21 dez (EFE).- O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, qualificou nesta quinta-feira como "ilegais" as sanções adotadas pelos Estados Unidos contra o presidente da Chechênia, Ramzan Kadyrov, e outros quatro russos em virtude da chamada "lei Magnistky" por violações de direitos humanos na Rússia.

"Consideramos que estas sanções são inamistosas e ilegais. Não estamos de acordo com elas", disse Peskov, ao comentar a decisão americana a um grupo de jornalistas.

O porta-voz antecipou que o mais provável é que Moscou responderá a estas ações em conformidade com o "princípio de reciprocidade".

À pergunta de quem nos Estados Unidos poderia comparar-se com a figura de Kadyrov e ser alvo das sanções de respostas russas, Peskov respondeu: "Há poucas pessoas como ele".

O advogado russo Sergei Magnitsky, que dá nome à lei aprovada em 2012 pelo Congresso dos EUA para sancionar as violações aos direitos humanos em 2012, foi preso e morreu em uma prisão de Moscou em 2009 após investigar uma suposta fraude fiscal cometida por funcionários públicos russos.

"Continuaremos usando a 'Lei Magnitsky' para atuar de maneira agressiva contra flagrantes violadores de direitos humanos na Rússia, incluindo os indivíduos responsáveis por assassinatos extrajudiciais, tortura e outros atos desprezíveis", declarou John Smith, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA, no comunicado sobre os novos sancionados.

Além de Kadyrov, o Tesouro incluiu na lista de sancionados os nomes de Alexey Sheshenya, Yulia Mayorova e Andrey Pavlov, acusados de participar de fraude fiscal, e o de Ayub Kataev, funcionário de segurança da Chechênia.

O comunicado assinalou Kataev como responsável por abusos "contra homens homossexuais na Chechênia na primeira metade de 2017".

A inclusão na lista Magnitsky, na qual já figuram 49 pessoas, representa a proibição de viajar para os Estados Unidos e o congelamento de todos os ativos que os sancionados tenham sob jurisdição americana.

"Nos Estados Unidos podem ficar tranquilos: ainda não recebi a ordem de entrar em seu território", disse ironicamente Kadyrov em um vídeo publicado em sua conta no Instagram,

O presidente da Chechênia, que define a si mesmo como um "soldado de infantaria" do presidente da Rússia, Vladimir Putin, é o principal apoio do chefe do Kremlin na conflituosa região do Cáucaso Norte, e um dos dirigentes regionais russos de maior influência.

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