Promotoria do Peru pede inclusão de 3 empresas peruanas no caso Odebrecht

Lima, 25 dez (EFE).- A Promotoria do Peru solicitou ao Poder Judiciário incorporar três grandes empresas peruanas dentro do caso Odebrecht por terem se associado com a construtora brasileira nas licitações que esta companhia ganhou ilegalmente com o pagamento de propinas.

As empresas Graña y Montero, JJ Camet e Ingenieros Civiles y Contratistas Generales (ICCGSA), cujos executivos estão em prisão preventiva, são investigadas pela Promotoria pelos supostos crimes de conluio agravad e lavagem de dinheiro.

As indagações se centram nas licitações vencidas para construir a estrada interoceânica do sul, pela qual se suspeita que o então presidente Alejandro Toledo recebeu suborno no valor de US$ 20 milhões.

Em dezembro foram presos os executivos José Graña Miró Quesada e Hernando Graña Acuña, da Graña y Montero; Fernando Camet Piccone, da JJCamet, e Fernando Castillo Dibós, da ICCGSA.

O caso Odebrecht é o maior escândalo de corrupção da América Latina devido aos subornos pagos pela companhia brasileira em diferentes países para vencer contratos milionários em obras públicas, além de financiar as campanhas eleitorais dos principais candidatos.

No Peru, onde pagou subornos entre 2005 e 2014, as investigações afetam todo o primeiro escalão político.

Esse período abrange os mandatos presidenciais de Toledo (2001-2006), com ordem de captura internacional; Alan García (2006-2011), investigado por subornos pagos para construir o Metrô de Lima; e Ollanta Humala (2011-2016), em prisão preventiva por suposto financiamento irregular das suas campanhas eleitorais.

Também são investigados a líder do partido fujimorista Força Popular, Keiko Fujimori, e a ex-prefeita de Lima Susana Villarán por presumivelmente terem financiado campanhas eleitorais com fundos da Odebrecht.

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