EUA anunciam retomada de emissão normal de vistos na Turquia

Istambul, 28 dez (EFE).- As missões diplomáticas dos Estados Unidos na Turquia retomarão a emissão de vistos a um ritmo normal, dando assim por encerrada a crise aberta em outubro após a detenção de um funcionário consular, informou nesta quinta-feira a embaixada americana em Ancara.

"O Departamento de Estado confia que a situação de segurança melhorou o suficiente para permitir o reatamento pleno dos serviços de visto na Turquia", indicou a embaixada em sua conta oficial no Twitter.

Nesse sentido, destaca que, "desde outubro, o governo turco cumpriu as garantias de alto nível de que nenhum outro empregado local" da embaixada ou do consulado está sendo investigado e que "eles não serão presos por cumprir suas funções oficiais, incluindo a comunicação com funcionários do alto escalão turcos que também atuam em sua capacidade oficial".

No início de outubro, um tribunal turco decretou prisão preventiva de um veterano funcionário local da embaixada americana, sob a acusação de manter vínculos com membros da confraria do clérigo islamita Fethullah Gülen, a quem Ancara responsabiliza pelo fracassado golpe de Estado de julho de 2016.

A embaixada respondeu a essas acusações afirmando que os interlocutores suspeitos do acusado ainda eram nesse momento altos funcionários da Polícia turca, por isso as comunicações faziam parte do dever profissional do empregado.

O "tweet" de hoje reitera também que a Turquia informará à embaixada se planeja prender funcionários locais das missões americanas.

Um acordo nesse sentido tinha sido divulgado no início de novembro, mas os EUA só retomaram de forma limitada a emissão de vistos, interrompida em 6 de novembro, e na semana passada, a embaixada anunciou que as primeiras entrevistas disponíveis para solicitar um visto seriam em janeiro de 2019.

Embora agora a crise seja dada como encerrada, a delegação lembra que continua "seriamente preocupada" com as acusações contra seus empregados detidos, assim como "pelos casos de cidadãos americanos detidos na Turquia sob o estado de emergência", no que parece uma alusão ao pastor evangélico Andrew Brunson, em prisão preventiva desde outubro de 2016.

"Os funcionários do alto escalão americanos continuarão em contato com seus interlocutores turcos para buscar uma solução satisfatória a estes casos", conclui a mensagem na rede social.

Em resposta a esta decisão, a embaixada da Turquia nos EUA também retirou as limitações sobre a emissão de vistos para americanos.

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