Confrontos em protestos palestinos contra Trump deixam dezenas de feridos

Jerusalém, 29 dez (EFE).- Milhares de palestinos protestaram hoje pela quarta sexta-feira consecutiva, dia de oração muçulmano, contra a decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, e dezenas de pessoas ficaram feridas em confrontos com o Exército israelense em Gaza e na Cisjordânia, informou o Ministério da Saúde.

Na Faixa de Gaza, 50 manifestantes palestinos foram feridos por disparos das tropas israelenses desdobradas na fronteira com Israel, cinco deles em estado crítico, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde no enclave litorâneo, Ashraf al Qedra.

Pelo menos 120 pessoas foram atendidas após inalarem gás lacrimogêneo e várias tiveram que ser transferidas a hospitais da região.

Os protestos, nos quais foram entoados slogans contra o presidente americano, Donald Trump, se repetiram em diferentes localidades da Cisjordânia como Nablus, Hebron, Bilin, Kafr Qadum, Belém e Al Bireh.

O Crescente Vermelho atendeu 293 pessoas em toda a Cisjordânia, a maioria por inalação de gás e 63 por lesões provocadas por balas de aço coberto de borracha.

Os palestinos estavam convocados a outra sexta-feira da ira contra a postura de Trump sobre o status de Jerusalém, cuja parte oriental está ocupada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias de 1967, movimento reprovado pela comunidade internacional.

Os manifestantes costumam se aproximar dos postos de controle do Exército israelense atirando pedras, queimando pneus e desafiando os soldados, que respondem com amplo material antidistúrbios e, em algumas ocasiões, com munição real.

Na manhã de hoje, as milícias palestinas de Gaza dispararam três foguetes em direção ao território israelense, dois deles interceptados pelo sistema antimísseis Cúpula de Ferro, e o Exército de Israel bombardeou posições do Hamas, a quem responsabiliza por "toda agressão".

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