Rajoy pede unidade antes da formação de novo governo regional da Catalunha

Madri, 30 dez (EFE).- O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, pediu união neste sábado diante da formação de um novo parlamento na Catalunha, responsável por eleger um novo presidente da regional a partir do próximo dia 17 de janeiro.

Sem fazer menções explícitas, Rajoy relacionou a formação de um novo governo catalão com a inauguração de uma ponte na província de Pontevedra, seu último evento público em 2017.

Rajoy afirmou que não há nada melhor para dar boas-vindas a 2018 do que um evento para "inaugurar pontes que unem e não separam". Além disso, o líder espanhol garantiu que os esforços de seu governo terão como objetivo manter a estabilidade na Catalunha.

As eleições regionais da Catalunha foram vencidas pelo Ciudadanos, que defende a unidade da Espanha, mas os partidos separatistas - Junts per Catalunya (JxCat), Esquerda Republicana (ERC) e Candidatura de Unidade Popular (CUP) - conquistaram a maioria absoluta no parlamento catalão.

Os independentistas já dialogam sobre como controlar as instituições regionais, mas ainda não há um claro candidato à presidência da Catalunha.

O ex-presidente catalão Carles Puigdemont, do JxCat, não esclareceu se voltará de Bruxelas, para onde fugiu depois da declaração de independência da região, para uma possível posse. Seu ex-vice-presidente, Oriol Junqueras, está preventivamente preso.

A deputada eleita pelo JxCat Elsa Artadi afirmou hoje que seu partido defende que Puigdemont deveria ser mais uma vez o presidente regional da Catalunha com Junqueras na vice-presidência.

Nesse sentido, a líder do Ciudadanos, Inés Arrimadas, considerou hoje como essencial que seu partido lidere o parlamento catalão. As negociações para decidir a formação de um governo regional devem se encerrar em 17 de janeiro.

Em entrevista coletiva, Arrimadas admitiu que a constituição do parlamento é muito importante por afetar em boa medida o futuro do governo regional. Por esse motivo, ela deseja que o Ciudadanos comande o Executivo catalão para "evitar as barbaridades cometidas pela legislatura anterior".

A líder catalã do Ciudadanos disse ter consciência de que não tem muitas chances de ser eleita como presidente da região, mas deixou claro que não vai jogar a toalha.

Arrimadas criticou, além disso, a atitude de Puigdemont, considerado por ela como "inabilitado politicamente" para governar.

"Ele acha que pode ser presidente pela internet, por WhatsApp ou Skype", afirmou.

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