"Duvido que haja um juiz mais honesto do que eu neste país", diz Lula

(Corrige quarto parágrafo).

Porto Alegre (Brasil), 23 jan (EFE).- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, em Porto Alegre, que duvida que haja um juiz mais honesto do que ele no país, na véspera do julgamento que pode ser decisivo para seu futuro político.

"Duvido que neste país haja um juiz mais honesto do que eu", disse Lula em um ato com cerca de 70 mil simpatizantes em Porto Alegre, sede do Tribunal Federal da 4ª Região (TRF4), que julgará em segunda instância a condenação do ex-presidente a nove anos e meio de prisão pelo caso que envolve um apartamento no Guarujá.

Os três desembargadores da 8ª Turma do TRF4 decidirão amanhã se confirmam, modificam ou anulam a condenação em primeira instância de Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, uma decisão tomada em julho do ano passado pelo juiz Sergio Moro.

Se os desembargadores decidirem manter a pena, a candidatura de Lula pode ser impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro das regras previstas na Lei da Ficha Limpa. Atualmente, o ex-presidente lidera todas as pesquisas para o pleito de outubro.

Lula disse hoje estar "tranquilo" em relação ao julgamento de amanhã porque sabe que não cometeu nenhum crime.

"Qualquer que seja o resultado, continuarei lutando neste país para que as pessoas tenham respeito e dignidade", disse Lula.

Lula estava acompanhado da ex-presidente Dilma Rousseff, que sofreu impeachment no ano passado, pela presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, e outras lideranças de partidos da esquerda.

"O nosso caminho para 2018 tem um nome: Luiz Inácio Lula da Silva", destacou Dilma durante o ato em Porto Alegre.

Também estiveram presentes representantes políticos e sindicais de Argentina, Uruguai, Itália, Portugal, Venezuela, República Dominicana, El Salvador, Paraguai e Costa Rica.

Lula voltará hoje mesmo para São Paulo, onde acompanhará o julgamento, que deve começar às 8h30. Um forte esquema de segurança foi montado em torno da sede do TRF4.

No processo, Lula é acusado de ter recebido um apartamento da construtora OAS no Guarujá, no litoral de São Paulo, em troca de favorecer a empresa em contratos com a Petrobras.

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