Macri reafirma em Davos que Argentina deixou populismo para trás

Davos (Suíça), 25 jan (EFE).- O presidente argentino, Mauricio Macri, assegurou nesta quinta-feira no Fórum Econômico Mundial que a Argentina "deixou para trás seu experimento populista", e prometeu contribuir com uma "perspectiva do sul" ao G20, cuja presidência seu país exercerá este ano.

"A Argentina sofreu uma fratura", reconheceu Macri, "mas entramos em uma nova fase e o país se encontra pela via do crescimento inclusivo".

Perante dirigentes políticos e empresariais de todo o mundo, reunidos para a sessão anual do Fórum de Davos, Macri se baseou na enumeração dos esperançosos resultados econômicos que a Argentina está registrando.

A economia do país cresceu até 4,2% no terceiro trimestre do ano passado, a inflação é "a menor em uma década", e os investimentos e salários estão se recuperando, segundo disse.

"Nenhum outro país tem maior potencial que a Argentina", razão pela qual os argentinos "olham para o futuro com grande otimismo", declarou o chefe do Estado, que acrescentou que "estamos vivendo o maior período de crescimento desde 2011".

A posse da presidência temporária do Grupo dos Vinte (G20, grupo formado pelos ministros de Finanças e chefes dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia) representa, por outro lado, um desafio histórico para a Argentina.

A este respeito, Macri se fixou como objetivo construir um consenso entre os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento em torno de um "desenvolvimento justo e sustentável".

Trata-se de "um dos maiores desafios da história da Argentina ", e Macri prometeu insuflar dentro do G20 o mesmo espírito de consenso que buscou para a agenda interna argentina.

Serão três as áreas prioritárias para a presidência argentina do G20: a adaptação do mundo do trabalho à mudança tecnológica; a educação; e alcançar uma alimentação sustentável para todos.

"É preciso trabalhar com afinco em matéria de educação", comentou Macri, tentando ao mesmo tempo convencer os sindicatos que se somem às mudanças impostas pela tecnologia, e "não sejam sempre reticentes".

"Como víamos com os médicos, que tinham que continuar estudando noite após noite, ocorre agora em todos os demais setores", argumentou.

Ao longo do debate posterior ao seu discurso, Macri se referiu ao acordo de comércio entre Mercosul e a União Europeia, do qual falou em Davos com dirigentes europeus e falará esta semana em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Dito acordo é "vital", segundo disse, tanto para o bloco sul-americano como para o europeu, e "deveria ser prioritário".

A respeito da situação na Venezuela, o presidente argentino afirmou não sentir-se "nada otimista".

"As coisas vão de mal a pior", resumiu.

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