Mais de 23 mil congoleses fugiram nas últimas semanas por conta da violência

Genebra, 30 jan (EFE).- Mais de 23 mil congoleses fugiram nas últimas semanas das regiões orientais de República Democrática do Congo (RDC) e se refugiaram em Burundi, Tanzânia e Uganda por causa dos novos focos de violência, denunciou nesta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Nas últimas semanas, uma operação militar contra os grupos armados Mai Mai na província de Kivu do Sul obrigou milhares de pessoas a fugirem de suas casas.

Segundo o ACNUR, "milhares" de congoleses se encontram deslocados na própria província, enquanto pelo menos 8.200 atravessaram as fronteiras.

Cerca de 7 mil chegaram ao Burundi e 1.200 à Tanzânia.

"Os refugiados com os quais falamos nos disseram que fugiram não só da violência, mas também do recrutamento forçado", explicou em entrevista coletiva o porta-voz do ACNUR, Babar Baloch.

O porta-voz lembrou que é "imperativo" que os países fronteiriços deixem entrar os refugiados no seu território.

A maioria dos refugiados que chega ao Burundi o faz cruzando o lago Tanganica.

Boloch alertou que o ACNUR não só está preocupado com os refugiados congoleses, mas também com 43 mil refugiados burundineses que estão no Kivu do Sul e que entraram na RDC há meses também cruzando o lago Tanganica.

Por outro lado, a violência na província de Kivu do Norte forçou 15 mil congoleses a fugir a Uganda desde dezembro.

Em janeiro chegaram uma média de 330 pessoas por dia, quatro vezes mais que a taxa registrada em dezembro.

Baloch lembrou que os múltiplos conflitos na RDC transformam provocaram no país uma das crises humanitárias mais complicadas que existem atualmente no mundo.

O ACNUR estima que atualmente há 5 milhões de congoleses deslocados, 675 mil nas nações vizinhas, e 4,3 milhões no interior do país.

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