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Autores de tiroteios nos EUA não são doentes mentais, afirma médico Patch Adams

O médico Hunter Doherty "Patch" Adams, durante palestra na Universidade da Costa Rica, em San Jose, em agosto de 2017 - Ezequiel Becerra/AFP Photo
O médico Hunter Doherty "Patch" Adams, durante palestra na Universidade da Costa Rica, em San Jose, em agosto de 2017 Imagem: Ezequiel Becerra/AFP Photo

Em Cidade do México

23/02/2018 23h01

Os autores de tiroteios nos Estados Unidos não são doentes mentais como afirmou o presidente Donald Trump; mas "desorientados que buscam qualquer forma para estimular-se", segundo opinou nesta sexta-feira (23) o médico Hunter Doherty, mais conhecido como "Patch Adams".

Durante uma conferência na Universidade Ibero-Americana da Cidade do México, o "médico do riso", de 72 anos, declarou que aqueles que cometem este tipo de atentado "nem sequer conhecem as pessoas que estão matando, desfrutam o que fazem e só querem quebrar o recorde do atirador anterior".

O último dia 14 de fevereiro foi marcado por um tiroteio na escola Marjory Stoneman Douglas, em Parkland, na Flórida, onde morreram 17 pessoas e 14 ficaram feridas. Nikolas Cruz, um ex-estudante desse colégio de 19 anos, foi identificado como o autor dos disparos.

O cofundador do Gesundheit! Institute disse que quem comete este tipo de ato são pessoas que não pensam em suas ações.

"Uma pessoa que mata 20 pessoas numa escola e se torna famosa não está pensando, porque pensar nunca te levaria à conclusão de matar", comentou.

"Não sabemos o que é a paz porque não estamos interessados em que se aprenda sobre ela. As armas estão entre os negócios mais importantes dos Estados Unidos. Os homens devemos deixar de pensar que o macho tem algo positivo. Se tivesse uma varinha mágica, poria as mulheres a cargo de tudo", destacou.

Por sua parte, Susan Parenti, mulher do médico, assegurou que as pessoas cada vez mais estão se dando conta de que as tragédias sociais estão entrelaçadas com o sistema econômico, pois, no dia em que morreram os 17 jovens, a bolsa de Wall Street fechou em alta.

"Como explicamos que se faça dinheiro de um massacre?", questionou.