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Putin elogia coragem de militares russos que combatem na Síria

23/02/2018 10h48

Moscou, 23 fev (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou nesta sexta-feira a "coragem" dos militares russos que participam da intervenção na Síria em apoio do regime de Bashar al Assad, em uma cerimônia de entrega de medalhas ao heroísmo realizada no Kremlin.

"Nossos militares mostraram na Síria sua disposição para cumprir as mais difíceis tarefas. Lá atuam valentemente e com decisão. Ajudaram o exército sírio a desmantelar os principais grupos terroristas", afirmou Putin.

Durante o ato, realizado todo dia 23 de fevereiro, coincidindo com a festa do Defensor da Pátria, Putin condecorou de forma póstuma o piloto russo Roman Filipov, que morreu na Síria no início de fevereiro, quando o seu avião foi abatido pelos jihadistas.

"Aceitou um combate desigual com os terroristas, não se rendeu, não fugiu, temos todo o direito de compará-lo aos heróis, aos defensores da Fortaleza de Brest, de Moscou, de Stalingrado", afirmou o chefe do Kremlin.

O piloto conseguiu se ejetar do aparelho e caiu em uma região controlada pelos jihadistas, onde se defendeu até disparar a última bala da sua arma, antes de preferir fazer-se explodir com uma granada de mão.

A Rússia iniciou em 2015 uma operação na Síria para apoiar Assad e combater "os terroristas".

O Kremlin rejeitou nos últimos dias as acusações dos países ocidentais sobre a suposta participação russa nos ataques e bombardeios em Ghouta Oriental, principal reduto opositor nos arredores de Damasco, nos quais teriam morrido desde domingo mais de 400 pessoas, entre elas 100 menores de idade, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A Rússia vetou ontem à noite uma resolução da ONU para estabelecer na Síria uma trégua humanitária e defendeu a ofensiva governamental contra Ghouta Oriental.

"A situação em Ghouta Oriental é responsabilidade daqueles que apoiam os terroristas que continuam ali presentes. E, como os senhores sabem, nem a Rússia, nem a Síria, nem o Irã estão nessa categoria", disse Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que "há alguns dias nossos militares sugeriram aos terroristas abandonar Ghouta Oriental voluntariamente", mas estes se recusaram.

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