Bombardeios em Guta Oriental matam 3 pessoas horas depois de ONU determinar trégua

Em Cairo

  • Abdulmonam Eassa/AFP Photo

    Mais de 500 pessoas morreram na Síria, após uma semana de bombardeios

    Mais de 500 pessoas morreram na Síria, após uma semana de bombardeios

Pelo menos três civis morreram e 26 ficaram feridos neste domingo em bombardeios e ataques de artilharia contra a região de Guta Oriental, reduto opositor na periferia de Damasco, horas depois de a ONU ter exigido a cessação imediata das hostilidades.

Nesta manhã as forças do regime sírio dispararam na cidade de Hamuriya, causando a morte de uma mulher e ferindo sete civis, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Além disso, na cidade de Beit Saua morreu um homem e outros sete civis ficaram feridos em um ataque aéreo, enquanto em Sabqa houve outro morto e 10 feridos e em Kafr Batna outras duas pessoas ficaram feridas pela queda de projéteis, detalhou o Observatório.

A ONG também destacou que as localidades de Hush al Dawahra e Al Shifunia foram alvo de explosivos lançados por helicópteros das forças do regime de Bashar al Assad.

Apesar de também ter acontecido combates entre as forças governamentais e o grupo islamita Exército do Islã, a ONG afirmou que a noite passada foi a mais tranquila desde o começo da escalada militar em Guta Oriental há uma semana, já que não houve registro de vítimas mortais.

Estes combates, que aconteceram em Al Shifunia, com armas pesadas e metralhadoras, são os primeiros que ocorrem na região desde o início da campanha de bombardeios, no último dia 18.

Desde a primeira hora da manhã de hoje caíram seis mísseis em Harasta, outros quatro projéteis em Kafr Badna e Yisrin e outros quatro em Hamuriya, enquanto Al Shifunia foi alvo de dois bombardeios, segundo o Observatório.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou ontem à noite uma resolução na qual exige a todas as partes beligerantes uma cessação das hostilidades durante 30 dias em todo o país, incluindo de forma expressa Guta Oriental.

No entanto, a resolução exclui do cessar-fogo os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Organismo de Libertação do Levante, aliança criada em torno da Frente Al Nusra, nome da antiga filial síria da Al Qaeda que, segundo o governo sírio, está presente em Guta Oriental.

Em uma semana de intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região contabilizou a morte de pelo menos 510 pessoas, entre elas 127 menores de idade, segundo os últimos números divulgados pelo Observatório.

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