Advogado de direitos humanos chinês morre em circunstâncias suspeitas

Pequim, 26 fev (EFE).- O advogado de direitos humanos Li Baiguang, histórico lutador pelas liberdades na China, morreu nesta segunda-feira em um hospital militar de Nankin aos 49 anos devido a problemas hepáticos, informaram amigos e ativistas, que consideraram muito suspeitas as circunstâncias da sua morte.

"Estamos profundamente tristes com a perda de um dos mais valentes advogados constitucionalistas chineses", afirmou na sua conta do Twitter o ativista sino-americano Bob Fu, amigo pessoal de Li.

Fu, que mantém contato com dissidentes chineses refugiados ou emigrados para os EUA, afirmou que Li estava em muito bom estado de saúde até poucos dias atrás, e que "tinha sido tratado com violência no ano passado e ameaçado várias vezes recentemente pelo regime chinês".

O também advogado e ativista Teng Biao também informou pelo mesmo meio sobre a morte de Li, notícia que qualificou de "grande comoção pela perda de um erudito que tinha lutado durante 20 anos pelos direitos humanos e pela democracia".

Os dois ativistas expressaram suas suspeitas pela morte de Li, e a estranha circunstância de outros importantes dissidentes contra o regime chinês, como o escritor Liu Xiaobo e o ativista Yang Tongyan, terem morrido repentinamente nos últimos meses, alguns por problemas hepáticos.

Li foi premiado em 2008 pela organização americana Fundação Nacional para a Democracia, ligada ao Congresso americano, e em 2006 se reuniu na Casa Branca com o então presidente americano, George W. Bush.

Em abril de 1998 Li, então professor universitário, foi detido e acusado de querer organizar um grupo de intelectuais para "impulsionar uma transformação política na China".

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