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Irã espera diminuição das "hostilidades" na Síria após resolução da ONU

26/02/2018 12h57

Belgrado, 26 fev (EFE).- O Irã espera que a resolução da ONU que exige uma trégua de 30 dias na Síria "reduza as hostilidades" no país árabe e facilite o caminho para uma solução negociada para o conflito armado.

Assim se posicionou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em entrevista coletiva em Belgrado, na Sérvia, ao comentar sobre as expectativas iranianas após a adoção neste fim de semana da resolução 2401 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que determina um cessar-fogo de 30 dias.

"Esperamos que a resolução do Conselho de Segurança da ONU reduza as hostilidades e ponha fim às atividades das organizações terroristas em Damasco e em outras partes da Síria", declarou o chefe da diplomacia iraniana.

O objetivo é "que o povo sírio possa continuar com o processo político iniciado em Sochi (Rússia) no mês passado", afirmou Zarfif, ao se referir à última rodada de negociações - realizada no final de janeiro - sobre a paz na Síria como parte do Processo de Astana (Cazaquistão), que é impulsionado por Rússia, Irã e Turquia.

Essas conversas concluíram com um acordo para convocar um congresso de diálogo nacional sírio e para criar uma comissão constitucional sob mediação da ONU.

"O Irã, ao lado de Rússia e Turquia, tentou conseguir uma diminuição das hostilidades na Síria no último ano. Seguimos acreditando que a Síria precisa de uma solução política e que não há solução militar", disse Zarif.

"Também acreditamos que é necessário que a comunidade internacional se una para ajudar o povo sírio a combater o terrorismo e o extremismo que seguem derramando sangue pelo país", acrescentou o chanceler iraniano.

O ministro de Defesa da Rússia, Sergei Shoygu, anunciou hoje em Moscou que uma pausa humanitária em Ghouta Oriental, principal reduto rebelde nos arredores de Damasco, começará amanhã, se prolongará por cinco horas a cada dia, e contará com um "corredor humanitário" para facilitar a saída de civis.

A Rússia, que foi acusada junto ao regime de Bashar al Assad da morte de centenas de civis nos bombardeios das últimas duas semanas contra Ghouta Oriental, apoiou com condições a trégua aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Da mesma forma que o Irã, que também apoia Assad, o governo russo defende que a trégua não deve abranger os grupos considerados "terroristas".