Rajoy diz que moção de censura do PSOE prejudica estabilidade da Espanha

Madri, 25 mai (EFE).- O presidente do governo da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou nesta sexta-feira que a moção de censura apresentada contra ele pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) é ruim para o país, lesiva para o futuro dos cidadãos e contrária à estabilidade e à recuperação da economia.

O PSOE, principal partido da oposição no país, apresentou a moção de censura contra Rajoy após do Partido Popular (PP), liderado pelo presidente do governo da Espanha, em um caso de corrupção.

Rajoy afirmou que a moção tem como objetivo promover os interesses do líder do PSOE, Pedro Sánchez, que segue "buscando seu lugar na política". O chefe de governo afirmou que o opositor carece de autoridade moral para apresentar o pedido contra ele.

"Ele quer ser presidente a qualquer preço e com quem quer que seja", afirmou Rajoy, explicando que os socialistas teriam que fazer pactos com os nacionalistas e com os independentistas catalães para que a moção de censura avance no parlamento espanhol.

"Qualquer governo constituído com esses apoios é inviável. Sánchez sabe disso e ignora", destacou Rajoy.

O presidente do governo espanhol negou ter perdido credibilidade após a sentença que condena o PP por ter usado dinheiro de caixa dois. E também disse que terminará seu mandato no cargo.

Rajoy ainda criticou o PSOE por apresentar a moção de censura em um momento de dificuldade em relação à Catalunha, onde o governo central - com o apoio dos próprios socialistas - assumiu a gestão da província para conter o processo independentista de 2017.

Sobre a sentença judicial contra seu partido, Rajoy disse que o PP vai recorrer e alegou que a condenação é civil. Segundo o presidente do governo da Espanha, a legenda não conhecia os fatos e a decisão judicial não envolve membros do atual governo.

"Por esses motivos a moção socialista carece de fundamento", argumentou Rajoy.

A Audiência Nacional da Espanha condenou o PP ontem como entidade jurídica a pagar cerca de 245 mil euros por se beneficiar de uma esquema de corrupção que envolveu empresários e antigos membros do partido, liderado por Rajoy desde 2004.

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