Líder socialista espanhol pede que Rajoy renuncie por higiene democrática

Em Madri

  • Foto: AFP

O candidato do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) à presidência do governo da Espanha, Pedro Sánchez, pediu ao chefe do Executivo, Mariano Rajoy, que renuncie "aqui e agora", por higiene democrática, após a vinculação de sua legenda, o Partido Popular (PP), com vários casos de corrupção.

Sánchez defendeu a moção de censura contra Rajoy que, se for aprovada amanhã por pelo menos 176 deputados, o levará à chefia de governo no lugar do líder do PP.

"Renuncie agora e tudo vai acabar. O seu tempo acabou. Renuncie e a moção de censura será encerrada aqui e agora", disse Sánchez a Rajoy.

Sánchez advertiu ao chefe de governo que a renúncia é a "única resposta" que pode ser admitida pela sentença do caso Gürtel, na qual a Audiência Nacional - uma instância judicial com jurisdição sobre todo o território espanhol - condenou na semana passada vários ex-integrantes do PP, empresários e inclusive o próprio partido, que obteve benefícios dentro do esquema de corrupção.

Sánchez ressaltou que a moção de censura nasce da "incapacidade" de Rajoy de assumir suas responsabilidades políticas após a sentença "devastadora" de Gürtel, que, em outras democracias, levaria à renúncia do governo.

Sobre Rajoy, o candidato socialista disse que ele invoca uma estabilidade "de papel machê", porque a realidade é que o governo do PP prejudicou, na sua opinião, a coesão social e territorial da Espanha.

Se ganhar a moção de censura amanhã, Pedro Sánchez se comprometeu a presidir um governo que seria "socialista, igualitário, europeísta, fiador da estabilidade orçamentária e econômica, e cumpridor de seus deveres europeus".

Sánchez garantiu que trabalhará para garantir a estabilidade institucional, econômica, social e territorial e promoverá o consenso necessário para convocar eleições, mas não mencionou uma data para as mesmas.

A legislatura está em sua metade e acabará em junho de 2020. Para conseguir a Chefia do Executivo, Sánchez deve obter o apoio de vários grupos, já que seu partido tem apenas 84 deputados em uma Câmara de 350.

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