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Internacional

Trump acusa Obama de dar cidadania a 2.500 iranianos durante acordo nuclear

03/07/2018 11h47

Washington, 3 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta terça-feira o governo de seu antecessor, Barack Obama, de dar cidadania americana a 2.500 iranianos durante as negociações do acordo nuclear com o Irã de 2015, do qual Washington se retirou em maio deste ano.

"Acaba de sair (a notícia de) que o governo de Obama concedeu a cidadania, durante a negociação do terrível acordo nuclear, a 2.500 iranianos, entre eles funcionários governamentais. O quão forte (e ruim) é isso?", escreveu Trump no Twitter.

A postagem de Trump está provavelmente relacionada a uma notícia veiculada ontem pela rede de televisão favorita do presidente, "Fox News", que assegurou que o clérigo e parlamentar conservador iraniano Mojtaba Zolnuri tinha apresentado esse número durante uma entrevista ao jornal iraniano "Etemad", que foi repercutida pela agência estatal iraniana "Fars".

"Quando Obama, durante as negociações sobre o JCPOA (sigla do acordo nuclear), decidiu fazer um favor a esses homens, concedeu a cidadania a 2.500 iranianos, e alguns funcionários iniciaram uma competição para que seus filhos pudessem ser parte desses 2.500 iranianos", afirmou Zolnuri, segundo a "Fox News".

"Se hoje esses iranianos são deportados dos EUA, ficará claro quem é cúmplice e quem vende o interesse nacional como se estivesse vendendo doces aos EUA", acrescentou o clérigo, que preside o comitê nuclear no parlamento iraniano.

Marie Harf, que foi porta-voz do Departamento de Estado dos EUA entre 2013 e 2015 e se encarregava das comunicações relativas às negociações com o Irã, manifestou seu ceticismo com relação à suposta acusação de Zolnuri, e disse à "Fox News" que tal fato parecia ser "uma mentira, algo totalmente inventado".

Trump anunciou em maio a saída dos EUA do acordo nuclear com o Irã, que limita o programa atômico iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais, e planeja voltar a impor algumas de suas restrições econômicas em agosto e outras, como as que afetam a venda de petróleo, em novembro.

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