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Weinstein comparece a tribunal em Nova York para enfrentar novas acusações

09/07/2018 12h25

Nova York, 9 jul (EFE).- O produtor de cinema Harvey Weinstein chegou na manhã desta segunda-feira ao tribunal do distrito de Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, para ser processado por três novas acusações de crimes sexuais.

Weinstein, que chegou algemado, enfrenta agora um total de seis acusações por crimes graves relacionados com três mulheres: duas de agressão sexual predatória, duas de ato sexual criminoso em primeiro grau, uma de estupro em primeiro grau e outra de estupro em terceiro grau.

As acusações estão relacionadas com incidentes separados ocorridos em 2004, 2006 e 2013 e os três pelos quais está sendo indiciado hoje possibilitariam uma sentença máxima de prisão perpétua, segundo a promotoria de Manhattam.

Weinstein, de 66 anos, foi acusado na semana passada por um grande júri de cometer um ato sexual criminoso em primeiro grau e de dois casos de agressão sexual predatória.

Ele já se declarou inocente de duas acusações de estupro e de outra de crime sexual em primeiro grau, e estava em liberdade provisória após pagar uma fiança de US$ 1 milhão.

A promotoria de Manhattan, que investiga a meses o outrora poderoso produtor de Hollywood, já tinha acusado Weinstein no fim de maio de três crimes que abrangiam um caso de estupro e abusos contra duas mulheres, às quais agora se soma uma terceira vítima.

Um grande júri o acusa de ter realizado um "ato criminoso sexual em primeiro grau" ao praticar sexo oral forçado em uma mulher em julho de 2006, segundo o texto atualizado da acusação.

Weinstein também é acusado de dois crimes de "agressão sexual predatória", os mais graves entre as seis acusações que reúne até o momento e cuja punição nos EUA é de dez anos de prisão no mínimo e de prisão perpétua no máximo.

O advogado do produtor, Ben Brafman, já disse que Weinstein se declarará "inocente das novas acusações" e que espera "reivindicar integralmente" as alegações contra ele, que considera "falsas".

Nos últimos nove meses, dezenas de mulheres acusaram Weinstein de condutas sexuais inapropriadas e, em alguns casos, de estupro, como as atrizes Rose McGowan e Paz de la Huerta, mas ele alega que suas relações foram consentidas.

As duas publicações que revelaram o suposto histórico de abusos de Weinstein ganharam o prêmio Pulitzer e fomentaram os movimentos "Me Too" e "Time's Up", que lutam contra o assédio sexual na indústria do cinema e fora dela.

Até a audiência de hoje, Weinstein permaneceu em liberdade após pagamento de fiança, mas foi obrigado a utilizar uma tornozeleira eletrônica para monitorar seus movimentos e teve seu passaporte apreendido.

A promotoria de Nova York foi a primeira a reunir evidências suficientes para acusá-lo formalmente, mas Weinstein também está sendo investigado pelas autoridades do Reino Unido e de Los Angeles, no estado da Califórnia.