Enviado sul-coreano viaja para EUA para planejar diálogo com Coreia do Norte

Seul, 11 jul (EFE).- O enviado sul-coreano nas negociações para a desnuclearização da península, Lee Do-hoon, viajou nesta quarta-feira aos Estados Unidos a fim de tentar coordenar os seguintes passos no diálogo aberto com o regime norte-coreano para seu possível desarmamento.

Lee decolou na manhã de hoje desde o aeroporto de internacional de Incheon, no oeste de Seul, rumo a Washington, onde permanecerá até sábado para manter reuniões com diversos representantes do Governo americano, informou a chancelaria sul-coreana em comunicado.

A viagem de Lee a Washington acontece depois que o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, ter visitado Pyongyang na semana passada para começar a moldar o estipulado na cúpula de Singapura ocorrida em 12 de junho.

No entanto, a visita de Pompeo foi menos positiva do que o esperado e inclusive o regime condenou depois em comunicado que Washington siga exigindo o que Pyongyang classifica de "desnuclearização unilateral".

Mesmo assim, muitos analistas parecem considerar que as palavras da Coreia do Norte - seja pela terminologia utilizada ou pelo fato de que a propaganda estatal não publicou nada na imprensa local - parecem refletir uma mudança tática nas conversas.

"No caminho para a completa desnuclearização da península coreana, os próximos meses provavelmente serão muito importantes", disse hoje Lee aos veículos de imprensa sul-coreanos antes de decolar, sublinhando que apesar das palavras de Pyongyang, ambas as partes se comprometeram a seguir mantendo conversas de alto nível.

O próprio Governo sul-coreano qualificou a viagem de Pompeo de "ponto de partida bastante produtivo".

"Antes de tudo, um elemento chave no processo é como se coordenarão a Coreia do Sul e os EUA, e essa é a razão pela qual estou viajando (a Washington)", acrescentou em declarações coletadas pela agência "Yonhap".

Entre os funcionários com os quais deve se encontrar, estão o diretor para a Ásia do Conselho de Segurança Nacional, Matthew Pottinger, mão direita do presidente americano, Donald Trump, quanto às suas políticas sobre a Coreia do Norte e figura fundamental na hora de organizar a histórica cúpula de Singapura.

Na citada cúpula de 12 de junho, Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assinaram uma declaração na qual o regime se compromete a trabalhar por sua "total desnuclearização" se Washington garantir sua sobrevivência.

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