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Governo do Sudão do Sul assina pacto de repartição de poder com a oposição

25/07/2018 20h35

Cartum, 25 jul (EFE).- O governo do Sudão do Sul e importantes grupos da oposição assinaram nesta quarta-feira, em Cartum, um acordo preliminar de repartição de poder, uma etapa dentro das negociações de paz entre as partes em conflito no país.

Representantes do governo, da oposição armada liderada por Riek Machar, da aliança de partidos opositores e da sociedade civil assinaram o pacto na Academia Suprema de Segurança.

O evento foi acompanhado pelo ministro de Relações Exteriores do Sudão, Al Darderi Mohammed Ahmed, e jornalistas.

Dois grupos da oposição se negaram a assinar o pacto.

O ministro do Sudão, país que media as negociações, anunciou que o acordo definitivo de paz será firmado no próximo dia 5 de agosto. Além disso, Ahmed afirmou que vai seguir dialogando com os grupos que preferiram não assinar o pacto preliminar hoje.

A assinatura do acordo de paz estava marcada para ocorrer na última quinta-feira, mas o Sudão propôs o adiamento por causa de divergências entre as partes em confronto no país.

O acordo assinado hoje determinar que o presidente do Sudão do Sul, Salvo Kiir, se manterá no cargo durante um período de transição de 36 meses. Machar ganha a vice-presidência.

Além disso, o pacto estabelece a formação de um parlamento com 550 componentes, sendo 332 do atual governo, 128 do grupo de Marchar, 50 da aliança de partidos da oposição, 30 de outros grupos políticos e dez dos opositores que não assinaram o acordo.

Mas ainda há divergências que precisam ser solucionadas.

O Sudão está mediando a rodada de negociações sob o guarda-chuva da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento do Leste da África (IGAD). A guerra no Sudão do Sul começou em dezembro de 2013, dois anos depois da independência dos sudaneses.

As atuais negociações tentam restabelecer o acordo de paz de 2015. Kiir e Marchar formaram um governo de unidade nacional transitório, mas a violência voltou a explodir entre eles em julho de 2016.